Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro israelenseAFP
Publicado 25/12/2024 16:12
Israel e o movimento islamista palestino Hamas se acusaram, nesta quarta-feira (25), de bloquear as negociações indiretas para alcançar uma trégua na guerra na Faixa de Gaza.

O Hamas, no poder em Gaza, acusou Israel de impor "novas condições" às conversações em Doha, mediadas por Catar, Estados Unidos e Egito, que buscam uma solução para o conflito que eclodiu há mais de um ano.

O Hamas afirmou, em comunicado, que "a ocupação impôs novas condições relacionadas à retirada de suas tropas da Faixa de Gaza, ao cessar-fogo, aos prisioneiros — incluindo os reféns mantidos em Gaza e os palestinos detidos por Israel — e ao retorno dos deslocados", o que atrasou a conclusão de um acordo.
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"A organização terrorista Hamas está mentindo mais uma vez, retrocedendo em pontos sobre os quais um acordo foi alcançado e continua colocando novos obstáculos nas negociações", disse o gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.

A guerra começou em 7 de outubro de 2023 com uma incursão de milicianos islamistas que mataram mais de 1.200 pessoas no sul de Israel, a maioria civis, e sequestraram 251, de acordo com uma avaliação da AFP baseada em números oficiais israelenses.

Dos 251 sequestrados, 96 ainda são mantidos em cativeiro em Gaza, mas o Exército israelense estima que 34 foram mortos.

A campanha militar de retaliação de Israel já deixou mais de 45.000 mortos em Gaza, a maioria civis, de acordo com o Ministério da Saúde do governo do Hamas no território palestino.
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