Publicado 14/01/2025 17:06
O chefe da diplomacia americana, Antony Blinken, propôs, nesta terça-feira (14), a presença de forças de segurança internacionais e um papel temporário para a ONU a fim de estabilizar Gaza quando a guerra terminar, mas acrescentou que Israel deve aceitar uma via para a criação de um Estado palestino.
PublicidadeSegundo o governo americano, as negociações no Catar estão prestes a resultar em um cessar-fogo na guerra devastadora desencadeada há 15 meses, quando combatentes do grupo islamista palestino Hamas lançaram um ataque em solo israelense que deixou 1.210 mortos, a maioria civis, segundo uma contagem da AFP com base em números oficiais israelenses.
A campanha de represália israelense em Gaza matou 46.645 pessoas, a maioria civis, segundo o ministério da Saúde do território controlado pelo Hamas, cujos dados são considerados confiáveis pela ONU.
Faltando alguns dias para deixar o cargo, Blinken reconheceu que Israel tem reservas, mas pediu uma nova abordagem.
"Durante muito tempo deixamos claro ao governo israelense que o Hamas não pode ser derrotado apenas com uma campanha militar", disse Blinken no centro de reflexão Atlantic Council, em Washington.
A campanha de represália israelense em Gaza matou 46.645 pessoas, a maioria civis, segundo o ministério da Saúde do território controlado pelo Hamas, cujos dados são considerados confiáveis pela ONU.
Faltando alguns dias para deixar o cargo, Blinken reconheceu que Israel tem reservas, mas pediu uma nova abordagem.
"Durante muito tempo deixamos claro ao governo israelense que o Hamas não pode ser derrotado apenas com uma campanha militar", disse Blinken no centro de reflexão Atlantic Council, em Washington.
"Sem uma alternativa clara, um plano pós-conflito e um horizonte político crível para os palestinos, o Hamas ou algo igualmente repugnante e perigoso, voltará a crescer", afirmou.
Em linha com seus apelos desde o início da guerra, Blinken disse que Gaza deveria estar sob o controle da Autoridade Palestina, que agora controla a Cisjordânia de forma parcial e precária.
Blinken, que reconhece as limitações da Autoridade Palestina, afirmou que um número não específico de países ofereceu enviar tropas e policiais a Gaza depois da guerra.
Administração provisória
Em linha com seus apelos desde o início da guerra, Blinken disse que Gaza deveria estar sob o controle da Autoridade Palestina, que agora controla a Cisjordânia de forma parcial e precária.
Blinken, que reconhece as limitações da Autoridade Palestina, afirmou que um número não específico de países ofereceu enviar tropas e policiais a Gaza depois da guerra.
Administração provisória
Segundo ele, a "missão de segurança provisória" incluiria tanto forças estrangeiras quanto "pessoal palestino verificado".
"Acreditamos que a Autoridade Palestina deveria convidar parceiros internacionais para ajudar a estabelecer e gerenciar uma administração provisória com responsabilidade sobre setores civis fundamentais em Gaza, como o bancário, a água, a energia e a saúde", disse Blinken.
"Acreditamos que a Autoridade Palestina deveria convidar parceiros internacionais para ajudar a estabelecer e gerenciar uma administração provisória com responsabilidade sobre setores civis fundamentais em Gaza, como o bancário, a água, a energia e a saúde", disse Blinken.
A Autoridade Palestina a coordenaria juntamente com Israel e o restante da comunidade internacional, à qual se pediria financiamento.
Um alto funcionário da ONU a supervisionaria e seria implantada sob uma resolução do Conselho de Segurança da ONU, acrescentou.
A administração interina incluiria palestinos de Gaza e representantes da Autoridade Nacional Palestina selecionados após consulta prévia com as comunidades em Gaza, especificou Blinken.
A autoridade interina "transferiria a responsabilidade completa a uma administração da Autoridade Palestina completamente reformada assim que seja possível", explicou.
O acordo de pós-guerra tomaria forma nas negociações após um cessar-fogo inicial, que tanto Blinken quanto o presidente Joe Biden dizem que está "prestes" a ser alcançado.
Trump tem apoiado os esforços para pôr fim à guerra, mas também está previsto que vá se aliar firmemente a Israel, país para o qual Biden desembolsou bilhões de dólares em armamentos, embora o tenha criticado ocasionalmente pelas mortes de civis palestinos.
Um alto funcionário da ONU a supervisionaria e seria implantada sob uma resolução do Conselho de Segurança da ONU, acrescentou.
A administração interina incluiria palestinos de Gaza e representantes da Autoridade Nacional Palestina selecionados após consulta prévia com as comunidades em Gaza, especificou Blinken.
A autoridade interina "transferiria a responsabilidade completa a uma administração da Autoridade Palestina completamente reformada assim que seja possível", explicou.
O acordo de pós-guerra tomaria forma nas negociações após um cessar-fogo inicial, que tanto Blinken quanto o presidente Joe Biden dizem que está "prestes" a ser alcançado.
Trump tem apoiado os esforços para pôr fim à guerra, mas também está previsto que vá se aliar firmemente a Israel, país para o qual Biden desembolsou bilhões de dólares em armamentos, embora o tenha criticado ocasionalmente pelas mortes de civis palestinos.
Até agora, Netanyahu se opôs à ideia da criação de um Estado palestino.
Blinken, que foi interrompido por manifestantes pró-palestinos, criticou Israel pela forma como gerenciou o conflito.
O chefe da diplomacia americana ainda espera que um acordo de normalização entre Israel e a Arábia Saudita, que ele negociou mas não concluiu, se concretize porque acredita que fomentaria a moderação.
"A perspectiva de normalização entre Israel e Arábia Saudita representa a melhor oportunidade para alcançar o objetivo amplamente buscado de uma maior integração de Israel na região, e é também o melhor incentivo para conseguir que as partes tomem as decisões difíceis necessárias para cumprir plenamente as aspirações, tanto de israelenses quanto de palestinos", declarou Blinken.
Blinken, que foi interrompido por manifestantes pró-palestinos, criticou Israel pela forma como gerenciou o conflito.
O chefe da diplomacia americana ainda espera que um acordo de normalização entre Israel e a Arábia Saudita, que ele negociou mas não concluiu, se concretize porque acredita que fomentaria a moderação.
"A perspectiva de normalização entre Israel e Arábia Saudita representa a melhor oportunidade para alcançar o objetivo amplamente buscado de uma maior integração de Israel na região, e é também o melhor incentivo para conseguir que as partes tomem as decisões difíceis necessárias para cumprir plenamente as aspirações, tanto de israelenses quanto de palestinos", declarou Blinken.
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