Publicado 20/01/2025 08:28
Uma mulher de 54 anos comparecerá a um tribunal francês nesta segunda-feira (20) por deixar sua filha de 13 anos passar fome, que pesava apenas 28 quilos no momento de sua morte em 2020.
PublicidadeA mulher pode pegar prisão perpétua por "atos de tortura" e "barbárie" no julgamento que deve começar às 13h (10h no horário de Brasília) em Montpellier, no sul da França. O veredicto é esperado para sexta-feira (24).
Os fatos remontam a 6 de agosto de 2020, quando sua filha Amandine morreu de parada cardíaca na casa da família em Montblanc. Na época, tinha 1,55 metro de altura e pesava 28 quilos.
Segundo o laudo da perícia, a morte ocorreu em decorrência de um estado "caquético", de desnutrição extrema, associado à sepse e a uma possível síndrome de realimentação.
A adolescente também perdeu vários dentes e teve parte do cabelo arrancado. Sua mãe, Sandrine Pissarra, explicou um dia depois que Amandine sofria de um distúrbio alimentar, algo que ninguém confirmou.
A mulher, que tinha oito filhos de três relacionamentos diferentes, disse que no dia de sua morte sua filha só concordou em engolir um cubo de açúcar, um pouco de compota e uma bebida rica em proteínas, antes de começar a vomitar e parar de respirar.
A mulher, que está em prisão preventiva desde maio de 2021, também é acusada de violência deliberada contra Amandine nos seis anos anteriores.
Seu parceiro desde 2016, Jean-Michel Cros, de 49 anos, pode pegar 30 anos de prisão por "privar sua enteada de cuidados ou alimentação" e não ter feito nada para "salvá-la da morte certa".
Desde muito jovem, Amandine era alvo de sua mãe, que a privava de comida, aplicava-lhe intermináveis "castigos de escrita" e a trancava em um depósito, vigiada por câmeras.
De acordo com o relatório psiquiátrico, Sandrine Pissarra, descrita por pessoas próximas como raivosa e violenta, conseguiu "transferir seu ódio" pelo pai de Amandine para o corpo da filha.
Os eventos mais graves ocorreram em março de 2020, durante o primeiro confinamento da covid-19 na França, quando a adolescente parou de ir à escola.
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