Publicado 28/01/2025 17:29 | Atualizado 28/01/2025 17:30
A morte de uma mulher de 95 anos gerou grande repercussão na imprensa dos Estados Unidos nesta semana. Mayya Gil, sobrevivente da invasão nazista à Ucrânia e do desastre de Chernobyl, faleceu no último dia 23 de janeiro, mas o caso só veio a público nesta segunda-feira (27), conforme divulgado pela revista People.
PublicidadeMayya foi atropelada por uma van de carga enquanto atravessava a rua em frente ao apartamento onde morava, no Brooklyn, em Nova York. Ela estava acompanhada de seu cuidador, que também foi atingido pelo veículo. De acordo com documentos da Polícia de Nova York obtidos pela publicação, o motorista não percebeu a presença da idosa ao fazer uma conversão à esquerda. O cuidador foi hospitalizado no NYU Langone Hospital, no Brooklyn, mas está em estado estável.
A história de vida de Mayya chamou atenção pelo impacto dos acontecimentos que enfrentou ao longo de quase um século. Nascida em Khmelnytskyi, na Ucrânia, ela fugiu para Kiev aos 12 anos, durante a Segunda Guerra Mundial, onde construiu sua família, dando à luz filhas gêmeas. Após o desastre de Chernobyl, em 1986, Mayya e sua família se mudaram para Nova York, estabelecendo-se no bairro de Bensonhurst, onde foram acolhidos pelo Jewish Community Center.
De origem judaica, Mayya também enfrentou a pandemia de Covid-19, que marcou profundamente sua vida: ela perdeu o marido em 2020. "Eles não me deixaram vê-lo, e ele estava fraco demais para dizer qualquer coisa ao telefone. Não pudemos nos despedir", relatou ao jornal *The New York Times* na época.
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