Publicado 31/01/2025 18:28
Gadi Moses, um fazendeiro de dupla nacionalidade israelense e alemã, foi libertado na quinta-feira (30) após mais de 15 meses de cativeiro em Gaza. Ele foi capturado durante o ataque do Hamas ao sul de Israel em 7 de outubro de 2023, no qual sua esposa faleceu. Junto com ele, outros dois israelenses e cinco tailandeses também foram libertados.
Durante o período em que Gadi esteve sequestrado, seu filho, Yair Moses, decidiu não cortar a barba como um gesto simbólico de solidariedade e luto. Yair prometeu que, quando o pai fosse libertado, seria ele próprio quem rasparia sua barba grisalha.
PublicidadeDurante o período em que Gadi esteve sequestrado, seu filho, Yair Moses, decidiu não cortar a barba como um gesto simbólico de solidariedade e luto. Yair prometeu que, quando o pai fosse libertado, seria ele próprio quem rasparia sua barba grisalha.

Em um vídeo compartilhado nas redes sociais pela família e divulgado pelo Fórum de Famílias de Reféns e Desaparecidos, Gadi aparece cortando a barba de Yair, enquanto o restante da família ri e ora. A cena emocionante simboliza o reencontro e a esperança renovada após um longo período de angústia.
Na tradição judaica, não se barbear ou cortar o cabelo é um sinal de luto, prática que Yair adotou durante o cativeiro do pai.
Outra família, os Miran, vive situação semelhante. Omri Miran, de 47 anos, ainda está retido em Gaza e não foi incluído na lista dos 33 reféns liberados na primeira fase do acordo de trégua entre Israel e Hamas. Seu pai, Dani Miran, de 79 anos, deixou crescer uma longa barba branca desde que o Hamas divulgou um vídeo de Omri com barba. Dani afirmou que só se barbeará quando o filho também puder fazê-lo.
A história de Gadi e Yair Moses reflete a dor e a resiliência das famílias afetadas pelo conflito, enquanto aguardam a libertação de todos os reféns ainda em cativeiro.
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