Publicado 22/02/2025 14:39
O papa Francisco inicia neste sábado (22) a segunda semana de hospitalização para tratar uma pneumonia bilateral e não pronunciará o Angelus no domingo (23), mas dois cardeais influentes expressaram otimismo sobre a recuperação do pontífice e minimizaram as especulações sobre uma renúncia.
O pontífice argentino, de 88 anos, não pronunciará a tradicional oração do Angelus no domingo. Ele enviará um texto que será publicado, mas que não será lido, assim como na semana passada, declarou o porta-voz do Vaticano, Matteo Bruni.
Jorge Mario Bergoglio está hospitalizado há oito dias e, embora apresente uma "leve melhora", não está "fora de perigo" e permanecerá internado "pelo menos durante toda a próxima semana", anunciaram seus médicos.
"O papa Francisco descansou bem", afirmou a Santa Sé em um comunicado curto divulgado na manhã de sábado.
Francisco foi internado no hospital Gemelli de Roma por uma bronquite em 14 de fevereiro e, no dia 18, a Santa Sé anunciou que ele sofria de uma pneumonia bilateral, uma infecção do tecido pulmonar potencialmente fatal.
A hospitalização do líder da Igreja Católica provocou especulações sobre seu futuro, embora os médicos tenham afirmado na sexta-feira que ele conseguiu se levantar e não está conectado a nenhum aparelho.
Nos últimos dias, o papa recebeu a visita de seus colaboradores mais próximos no hospital. Francisco lê, assina documentos e faz ligações telefônicas, destacou o Vaticano.
No início da semana, ele recebeu a visita da primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, que afirmou que o pontífice estava "alerta" e "receptivo".
'Notícias animadoras'
PublicidadeO pontífice argentino, de 88 anos, não pronunciará a tradicional oração do Angelus no domingo. Ele enviará um texto que será publicado, mas que não será lido, assim como na semana passada, declarou o porta-voz do Vaticano, Matteo Bruni.
Jorge Mario Bergoglio está hospitalizado há oito dias e, embora apresente uma "leve melhora", não está "fora de perigo" e permanecerá internado "pelo menos durante toda a próxima semana", anunciaram seus médicos.
"O papa Francisco descansou bem", afirmou a Santa Sé em um comunicado curto divulgado na manhã de sábado.
Francisco foi internado no hospital Gemelli de Roma por uma bronquite em 14 de fevereiro e, no dia 18, a Santa Sé anunciou que ele sofria de uma pneumonia bilateral, uma infecção do tecido pulmonar potencialmente fatal.
A hospitalização do líder da Igreja Católica provocou especulações sobre seu futuro, embora os médicos tenham afirmado na sexta-feira que ele conseguiu se levantar e não está conectado a nenhum aparelho.
Nos últimos dias, o papa recebeu a visita de seus colaboradores mais próximos no hospital. Francisco lê, assina documentos e faz ligações telefônicas, destacou o Vaticano.
No início da semana, ele recebeu a visita da primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, que afirmou que o pontífice estava "alerta" e "receptivo".
'Notícias animadoras'
A hospitalização, a quarta desde 2021, reacendeu a preocupação com a saúde do líder da Igreja Católica, já debilitado por uma série de problemas nos últimos anos, incluindo operações de cólon e do abdômen, além de dificuldades para caminhar.
A inquietação com sua saúde do pontífice aumentou após a divulgação de informações falsas nas redes sociais, principalmente na plataforma X, que noticiavam sua morte em vários idiomas.
"Sei que alguns por aí dizem que chegou a minha hora, sempre me trazem má sorte!", respondeu Francisco, segundo a imprensa italiana, a Giorgia Meloni durante sua visita.
A hospitalização de Jorge Bergoglio, líder espiritual de 1,3 bilhão de católicos e chefe de Estado da Cidade do Vaticano, também alimentou especulações sobre sua capacidade de continuar no cargo. O direito canônico, no entanto, não prevê nenhum dispositivo para o caso de um problema que altere sua lucidez.
Também reacendeu as especulações sobre uma possível renúncia, alimentadas pelos opositores de Francisco, em particular nos círculos conservadores.
"Tenho a impressão de que são especulações inúteis", comentou neste sábado o cardeal Pietro Parolin, secretário de Estado e número dois do Vaticano, em entrevista ao jornal italiano Corriere della Sera.
"Graças a Deus, as notícias que chegam do Gemelli são animadoras, ele está se recuperando", acrescentou.
"Não vale a pena que alguns grupos pressionem por uma renúncia. Já o fizeram várias vezes nos últimos anos, e esta só pode ser uma decisão completamente livre do Santo Padre, para que seja válida", declarou ao jornal La Nación o cardeal argentino Víctor Manuel Fernández, prefeito do Dicastério para a Doutrina da Fé e muito próximo de Francisco.
"Não vejo clima de pré-conclave, não vejo mais conversas sobre um possível sucessor do que algo que acontecia há um ano, ou seja, nada especial. Até o momento, percebo bastante respeito", afirmou.
"Nosso papa é um homem sábio e saberá o que é justo fazer diante do Senhor. Enquanto isso, rezamos e esperamos que volte rapidamente para guiar a Igreja universal", declarou o cardeal polonês Stanislaw Dziwisz, que durante 40 anos foi o secretário pessoal de João Paulo II.
A inquietação com sua saúde do pontífice aumentou após a divulgação de informações falsas nas redes sociais, principalmente na plataforma X, que noticiavam sua morte em vários idiomas.
"Sei que alguns por aí dizem que chegou a minha hora, sempre me trazem má sorte!", respondeu Francisco, segundo a imprensa italiana, a Giorgia Meloni durante sua visita.
A hospitalização de Jorge Bergoglio, líder espiritual de 1,3 bilhão de católicos e chefe de Estado da Cidade do Vaticano, também alimentou especulações sobre sua capacidade de continuar no cargo. O direito canônico, no entanto, não prevê nenhum dispositivo para o caso de um problema que altere sua lucidez.
Também reacendeu as especulações sobre uma possível renúncia, alimentadas pelos opositores de Francisco, em particular nos círculos conservadores.
"Tenho a impressão de que são especulações inúteis", comentou neste sábado o cardeal Pietro Parolin, secretário de Estado e número dois do Vaticano, em entrevista ao jornal italiano Corriere della Sera.
"Graças a Deus, as notícias que chegam do Gemelli são animadoras, ele está se recuperando", acrescentou.
"Não vale a pena que alguns grupos pressionem por uma renúncia. Já o fizeram várias vezes nos últimos anos, e esta só pode ser uma decisão completamente livre do Santo Padre, para que seja válida", declarou ao jornal La Nación o cardeal argentino Víctor Manuel Fernández, prefeito do Dicastério para a Doutrina da Fé e muito próximo de Francisco.
"Não vejo clima de pré-conclave, não vejo mais conversas sobre um possível sucessor do que algo que acontecia há um ano, ou seja, nada especial. Até o momento, percebo bastante respeito", afirmou.
"Nosso papa é um homem sábio e saberá o que é justo fazer diante do Senhor. Enquanto isso, rezamos e esperamos que volte rapidamente para guiar a Igreja universal", declarou o cardeal polonês Stanislaw Dziwisz, que durante 40 anos foi o secretário pessoal de João Paulo II.
A equipe médica de Francisco ressaltou, nesta sexta-feira (21), que ele "não está fora de perigo".
Apesar dos problemas de saúde dos últimos anos, o papa Francisco, conhecido por sua força de caráter, manteve uma agenda intensa, embora seus médicos insistam que ele deveria reduzir um pouco suas atividades.
Apesar dos problemas de saúde dos últimos anos, o papa Francisco, conhecido por sua força de caráter, manteve uma agenda intensa, embora seus médicos insistam que ele deveria reduzir um pouco suas atividades.
Com informações da AFP.
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