Publicado 03/03/2025 15:40
A prestigiada instituição britânica Royal Society se reúne nesta segunda-feira, 3, após uma petição assinada por mais de 3 mil cientistas, entre eles vários prêmios Nobel, para exigir a expulsão de Elon Musk de suas fileiras. A instituição foi fundada em 1660 e conta com 1.800 membros de todo o mundo, entre eles 85 ganhadores do Prêmio Nobel, e à qual pertenceram nomes como Isaac Newton, Charles Darwin, Albert Einstein e Stephen Hawking.
A admissão de Elon Musk na instituição ocorreu em 2018, por seu trabalho nos setores espacial e de veículos elétricos. A petição, publicada em fevereiro, alega que o magnata da tecnologia, proprietário de X, Space X e Tesla, violou o código de conduta da Royal Society ao promover "teorias da conspiração infundadas".
A instituição se reúne na noite desta segunda a portas fechadas, sem estar claro se poderia tomar alguma ação contra Musk. A sociedade indicou que "qualquer problema apresentado com respeito aos membros individuais é tratado com extrema confidencialidade".
Elon Musk é "amplamente considerado um dos difusores mais ativos de notícias falsas" em sua plataforma X, afirma Stephen Curry, professor emérito de biologia estrutural no Imperial College de Londres e autor da carta. "Espero que hoje os membros tenham a sabedoria e a coragem de demonstrar que a Royal Society pode defender publicamente os seus valores", escreveu Curry nesta segunda na rede social Bluesky.
Geoffrey Hinton, ganhador do Prêmio Nobel de Física em 2024 e considerado um dos pais da IA, expressou no domingo, em seu perfil no X, apoio à expulsão de Musk. "Não porque ele venda teorias de conspiração e faça saudações nazistas, mas pelo enorme dano que está fazendo às instituições científicas nos Estados Unidos", apontou Hinton.
PublicidadeA admissão de Elon Musk na instituição ocorreu em 2018, por seu trabalho nos setores espacial e de veículos elétricos. A petição, publicada em fevereiro, alega que o magnata da tecnologia, proprietário de X, Space X e Tesla, violou o código de conduta da Royal Society ao promover "teorias da conspiração infundadas".
A instituição se reúne na noite desta segunda a portas fechadas, sem estar claro se poderia tomar alguma ação contra Musk. A sociedade indicou que "qualquer problema apresentado com respeito aos membros individuais é tratado com extrema confidencialidade".
Elon Musk é "amplamente considerado um dos difusores mais ativos de notícias falsas" em sua plataforma X, afirma Stephen Curry, professor emérito de biologia estrutural no Imperial College de Londres e autor da carta. "Espero que hoje os membros tenham a sabedoria e a coragem de demonstrar que a Royal Society pode defender publicamente os seus valores", escreveu Curry nesta segunda na rede social Bluesky.
Geoffrey Hinton, ganhador do Prêmio Nobel de Física em 2024 e considerado um dos pais da IA, expressou no domingo, em seu perfil no X, apoio à expulsão de Musk. "Não porque ele venda teorias de conspiração e faça saudações nazistas, mas pelo enorme dano que está fazendo às instituições científicas nos Estados Unidos", apontou Hinton.
Musk não tardou a responder Hinton. "Só os idiotas, covardes e inseguros se importam com prêmios e associações. A história é a verdadeira juíza, sempre. Seus comentários são ignorantes, cruéis e falsos", afirmou nesta segunda no X.
Os signatários do pedido dizem que as mudanças que Musk fez na rede social X provocaram aumento da desinformação. Além disso, alega que o bilionário de 53 anos utiliza reiteradamente o seu próprio perfil na rede social para difundir falsidades ou afirmações inexatas sobre Covid-19, vacinas e problemas cardíacos.
"Não se trata de controlar as opiniões políticas", esclarece Stephen Curry, destacando que a integridade científica e o respeito pelas evidências e a verdade estão no código de conduta da Royal Society.
Os signatários do pedido dizem que as mudanças que Musk fez na rede social X provocaram aumento da desinformação. Além disso, alega que o bilionário de 53 anos utiliza reiteradamente o seu próprio perfil na rede social para difundir falsidades ou afirmações inexatas sobre Covid-19, vacinas e problemas cardíacos.
"Não se trata de controlar as opiniões políticas", esclarece Stephen Curry, destacando que a integridade científica e o respeito pelas evidências e a verdade estão no código de conduta da Royal Society.
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