Publicado 10/03/2025 16:37
A Organização Mundial da Saúde (OMS) emitiu um alerta urgente sobre uma doença que está se espalhando e que é conhecida por seu alto índice de letalidade. O vírus do Sudão atraiu a atenção pela primeira vez após a morte de uma enfermeira de 32 anos. A OMS relatou dois principais grupos de infecções entre a família da enfermeira e no hospital onde trabalhavam, em Uganda, pequeno país da África. Desde então, o vírus foi detectado no país em 30 de janeiro e em 5 de março deste ano, com um total de 14 casos, incluindo 12 confirmados e dois prováveis . Quatro mortes — duas confirmadas e duas prováveis — foram relatadas.
A OMS mostra preocupação com a alta taxa de mortalidade e divulgou uma lista de sintomas que podem se apresentar nos infectados.
PublicidadeA OMS mostra preocupação com a alta taxa de mortalidade e divulgou uma lista de sintomas que podem se apresentar nos infectados.
"É caracterizada pelo início agudo de febre com sintomas/sinais inespecíficos." Esses sintomas incluem dor abdominal, anorexia, fadiga, mal-estar, mialgia, dor de garganta. Geralmente é acompanhado de náuseas, vômitos, diarreia e, ocasionalmente, erupção cutânea dias após os sintomas iniciais", informa a nota da OMS.
De acordo com os médicos, indivíduos que se recuperam podem apresentar sequelas prolongadas, dentre elas disfunção neurocognitiva e até mesmo formação de catarata. A transmissão de pessoa para pessoa ocorre por contato direto com sangue, outros fluidos corporais, órgãos ou superfícies e materiais contaminados.
Este surto é o nono registrado desde 1976, quando o vírus foi identificado pela primeira vez, no Sudão. Um surto do vírus em 2022, também em Uganda, teve 164 casos e 77 mortes (uma taxa de mortalidade de 47%).
"A doença do vírus Sudão é essencialmente uma doença muito semelhante ao Ebola. O vírus Ebola causou vários surtos de alto perfil. O surto da África Ocidental de 2014-16 foi o maior, com 28.600 casos e 11.325 mortes", disse Michael Head, pesquisador sênior em saúde global da Universidade de Southampton (Inglaterra), em entrevista ao site 'The Conversation'.
De acordo com os médicos, indivíduos que se recuperam podem apresentar sequelas prolongadas, dentre elas disfunção neurocognitiva e até mesmo formação de catarata. A transmissão de pessoa para pessoa ocorre por contato direto com sangue, outros fluidos corporais, órgãos ou superfícies e materiais contaminados.
Este surto é o nono registrado desde 1976, quando o vírus foi identificado pela primeira vez, no Sudão. Um surto do vírus em 2022, também em Uganda, teve 164 casos e 77 mortes (uma taxa de mortalidade de 47%).
"A doença do vírus Sudão é essencialmente uma doença muito semelhante ao Ebola. O vírus Ebola causou vários surtos de alto perfil. O surto da África Ocidental de 2014-16 foi o maior, com 28.600 casos e 11.325 mortes", disse Michael Head, pesquisador sênior em saúde global da Universidade de Southampton (Inglaterra), em entrevista ao site 'The Conversation'.
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