Publicado 14/04/2025 15:12
A polícia da Sicília, na Itália, anunciou nesta segunda-feira (14) a prisão de um ex-coveiro acusado de participar da venda de túmulos após remover os corpos que lá estavam. Outras 18 pessoas envolvidas neste caso de corrupção e subornos também estão sendo investigadas.
PublicidadeO cemitério de Trapani, cidade da costa siciliana, tem sido alvo de reclamações nos últimos anos por mau funcionamento. Três empresas funerárias locais envolvidas foram proibidas de operar, segundo a polícia.
O acusado, que dificultava o trabalho da empresa oficial encarregada dos serviços funerários e favorecia essas três empresas, realizava "processos extraordinários de exumação" para vender os túmulos e "propunha enterros rápidos em troca de dinheiro", afirmou a polícia.
Ele também é acusado de recorrer a seu pedreiro para fazer trabalhos em capelas funerárias privadas, oferecendo aos seus clientes um desconto graças ao não pagamento do imposto municipal.
Além disso, o ex-coveiro alertava as floriculturas locais sobre a presença de novos arranjos florais nos túmulos para que fossem recuperados e revendidos.
A polícia suspeita que o antigo funcionário também roubava objetos de valor dos corpos que seriam enterrados, como por exemplo joias de ouro.
Procurada pela AFP, a polícia declarou que ainda não tem informações sobre o destino dos corpos exumados.
Mas, segundo um artigo da imprensa local de fevereiro de 2024, uma família teve a surpresa de descobrir um novo nome na lápide de seu ente querido e acabou encontrando o corpo em um saco do outro lado do cemitério.
Cemitérios e empresas funerárias às vezes são controlados pela máfia ou por funcionários locais corruptos nas regiões italianas onde essas organizações criminosas estão bem enraizadas.
Duas semanas antes, o zelador do cemitério de Tropea, na Calábria, foi condenado a cinco anos de prisão e seu filho a três anos e meio por transformarem o local em um "cemitério dos horrores", indicou a imprensa local.
Os dois removiam os corpos ainda em decomposição para facilitar novos enterros, e a polícia os filmou enquanto desmembravam com serras e facas os cadáveres antes de incinerá-los.
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