Publicado 25/04/2025 14:46
Um homem foi condenado, nesta quinta-feira (24), a 19 anos de prisão por estuprar a sua mãe de 83 anos em Chiclana de la Frontera, Espanha. Segundo depoimentos da vítima e de pessoas próximas, ele abusava dela e a agredia fisicamente quase todos os dias, durante a primavera de 2023. As informações são do jornal "El País".
PublicidadeO criminoso, identificado como Rafael, morava sozinho com a idosa, que recebia o auxílio de cuidadoras. Na época que o caso aconteceu, as funcionárias faziam diversas reclamações à empresa que trabalhavam, denunciando os hematomas encontrados constantemente no corpo da mulher, chamada de M.L.M. Uma das auxiliares diz ter testemunhado o filho gritando com a mãe: "Vou te dar um chute e arrancar sua cabeça".
Na manhã de 23 de maio de 2023, as cuidadoras descobriram a calcinha da M.L.M. com manchas de sangue. Então, uma assistente social da prefeitura compareceu ao posto de saúde da cidade, onde ela sabia que a vítima estaria sendo atendida. No local, ela confessou o que estava acontecendo.
O médico legista responsável pelo caso contou que restos de sêmen encontrados nas partes íntimas da idosa tinham marcadores específicos para o cromossomo do réu. Ele ainda afirmou que ela contou, com vergonha, que "o filho a penetrava tanto vaginal quanto analmente, e que ele não fez isso só na noite de 22 de maio de 2023, mas que ele fazia isso quase todos os dias, mesmo ela não querendo, e que ele também batia nela".
A vítima morreu em dezembro de 2023, mas as evidências já eram consideradas "esmagadoras" pelas autoridades. Rafael negou que tenha cometido os abusos, sem acrescentar nenhuma explicação. A defesa do acusado disse que ele sofre uma deficiência intelectual de 65%. No entanto, os médicos salientaram que "a capacidade mental do réu era suficiente para discernir o que era certo e o que era errado".
"Este tribunal entende que o réu criou um ambiente infernal e aterrorizante para sua mãe", afirmou a decisão da Quarta Seção do Tribunal Provincial de Cádiz, responsável pelo caso. Os três juízes afirmaram que a atitude de Rafael submeteu a vida de M.L.M. "a um verdadeiro inferno, tornando-a 'prisioneira' em sua própria casa e sujeita aos seus caprichos de natureza agressiva".
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