Secretário-geral da ONU diz que escolas devem continuar sendo locais seguros para crianças AFP
Publicado 12/05/2025 19:08
Um bombardeio da junta militar de Mianmar matou 22 pessoas, incluindo 20 crianças, em uma escola nesta segunda-feira (12), disseram testemunhas, apesar de um suposto cessar-fogo humanitário declarado para ajudar a nação a se recuperar de um terremoto devastador.
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O ataque atingiu uma escola na vila de Oe Htein Kwin, cerca de 100 quilômetros a noroeste do epicentro do terremoto de 28 de março, por volta das 10h00 (00h30 no horário de Brasília), disseram moradores.
"Até agora, 22 pessoas morreram no total: 20 crianças e dois professores", disse um professor de 34 anos da escola, que pediu para permanecer anônimo.
"Tentamos dispersar as crianças, mas o caça era muito rápido e lançou suas bombas", acrescentou.
Um funcionário da educação na área onde a vila está localizada, na região de Sagaing, fez a mesma avaliação.
Não foi possível contactar um porta-voz da junta de Mianmar para comentar essas informações.
O secretário-geral da ONU, António Guterres, está "profundamente alarmado" pelas notícias sobre o ataque, declarou seu porta-voz à imprensa em Nova York.
"As escolas devem continuar sendo áreas onde as crianças tenham um lugar seguro para aprender e não ser bombardeadas", acrescentou.
Mianmar está imersa em uma guerra civil desde o golpe que permitiu à junta tomar o poder em 2021. Os militares enfrentam opositores de minorias étnicas e do movimento pró-democracia.
Os generais declararam uma trégua humanitária até o final do mês para ajudar nos esforços de socorro e reconstrução após o terremoto que matou quase 3.800 pessoas.
No entanto, o cessar-fogo não impediu a junta de realizar bombardeios, nem seus adversários de lançar ataques.
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