Publicado 16/05/2025 21:07
O governo dos Estados Unidos estuda implementar um reality show para lá de inusitado. Ao invés de um prêmio em dinheiro, como é o caso de muitos programas famosos, os participantes competiriam entre si para uma cidadania americana, tema polêmico desde que Donald Trump voltou ao posto de presidente do país em janeiro.
PublicidadeDe acordo com a imprensa americana, o Departamento de Segurança Interna dos EUA (DHS) recebeu a proposta do reality do roteirista e produtor canadense Rob Worsoff. Tricia McLaughlin, porta-voz do departamento, disse que a ideia está sendo analisada e as negociações estão em fase inicial.
"Está nos estágios iniciais desse processo de seleção. Cada proposta passa por um processo de seleção minucioso antes de ser rejeitada ou aprovada", disse ela ao "The Wall Street Journal". Ao britânico "Daily Mail", a porta-voz classificou o programa como "uma boa ideia".
Intitulado "The American", o programa transforma o participante vencedor em cidadão americano. O reality funcionaria com imigrantes já inscritos no sistema, onde passariam por provas e algumas etapas de conhecimentos, como sobre história e ciência americanas. "Ao longo do caminho, seremos lembrados do que significa ser americano — através dos olhos das pessoas que mais desejam isso", afirma o criador da ideia.
"Não sou filiado a nenhuma ideologia política. Como imigrante, estou apenas tentando fazer um programa que celebre o processo de imigração, celebre o que significa ser americano e tenha um debate nacional sobre o que significa ser americano, através dos olhos das pessoas que mais desejam isso", segue.
Worsoff, no entanto, deixou claro que os perdedores não seriam deportados. "Isto não é 'Jogos Vorazes' para imigrantes. Não se trata de: 'Ei, se você perder, vamos te mandar de barco para fora do país", disse.
Projeto prevê competição para mostrar quem é 'mais americano'
Em uma apresentação de 36 páginas, Worsoff descreve um reality show em que, em episódios de uma hora, imigrantes competem para provar que são os mais americanos. Em um desafio ambientado em São Francisco, por exemplo, eles participariam de uma corrida do ouro, onde seriam enviados a uma mina para extrair a maior quantidade de ouro.
Em outro episódio, os competidores seriam divididos em equipes e colocados em uma linha de montagem de automóveis em Detroit para remontar o chassi de um modelo T. Ou então enviados à Nasa, onde teriam que construir e lançar um foguete.
O projeto prevê o início do reality com os participantes chegando à Ellis Island, uma ilha em Nova York que tem vista para a Estátua da Liberdade, onde são recebidos pelo apresentador, descrito como sendo um famoso americano naturalizado - nomes como Sofia Vergara, Ryan Reynolds e Mila Kunis foram sugeridos pelos produtores.
Para dar continuidade ao programa, os participantes viajariam pelos Estados Unidos em um trem. Após cada episódio, um assento seria eliminado. "Vamos nos juntar às risadas, às lágrimas, à frustração e à alegria — ouvindo suas histórias — enquanto somos lembrados de quão incrível é ser americano, através dos olhos de 12 pessoas maravilhosas que não querem nada mais do que ter o que temos", diz o argumento inicial do reality.
Além do prêmio principal, que é a cidadania, os participantes ainda receberiam prêmios "iconicamente americanos", como 1 milhão de pontos da American Airlines, um vale-presente Starbucks de US$ 10.000 ou um suprimento vitalício de gasolina 76 (posto de combustível famoso do país).
De acordo com McLaughlin, porta-voz do DHS, o departamento recebe centenas de propostas por ano para possíveis programas de televisão, que vão desde documentários sobre operações de segurança de fronteira até programas sobre investigações de colarinho branco.
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