Publicado 29/05/2025 09:29
Três pessoas foram presas por um esquema de tortura por criptomoedas em Nova York, Estados Unidos. De acordo com um relatório da polícia, os sequestradores mantiveram a vítima, identificada como Michael Valentino Carturan, de 28 anos, em uma casa com 17 cômodos por quase três semanas, o machucaram com choques elétricos e ameaçaram matá-lo. O objetivo era fazê-lo revelar a senha da sua carteira digital de bitcoin.
PublicidadeAs informações são do jornal "The New York Times". Conforme a publicação, Carturan e um dos detidos, John Woeltz, 37, tinham vínculos através de um fundo de investimento, mas romperam a relação por um desentendimento financeiro. A vítima viajou à Itália, seu país de origem, mas foi convencido a voltar pelo ex-colega, que afirmou ter alugado uma mansão para ele.
Quando Michael chegou ao local, em 6 de maio, Woeltz e uma mulher, Beatrice Folchi, 24, confiscaram seu passaporte e aparelhos eletrônicos e o mantiveram em cativeiro.
Na última sexta-feira (23), Carturan conseguiu escapar da casa e pediu ajuda a um agente de trânsito que encontrou na rua. Quando os policiais entraram na mansão, encontraram armas de fogo, objetos utilizados na tortura, um colete à prova de balas e fotos da vítima sendo torturada.
No sábado (24), Woeltz e Folchi foram presos por sequestro e cárcere privado. A mulher foi liberada porque a Justiça adiou sua acusação. A ligação entre os dois ainda não está clara.
Uma terceira pessoa ligada ao caso, William Duplessie, 33, se entregou nesta terça-feira (27), após passar dias negociando sua rendição com a polícia. As autoridades não esclareceram a conexão dele com os outros detidos. As investigações continuam.
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