Primeiro-ministro israelense, Benjamin NetanyahuAFP
Publicado 27/06/2025 14:59 | Atualizado 27/06/2025 15:00
Um tribunal decidiu, nesta sexta-feira (27), um pedido do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu de suspender por duas semanas suas audiências no tribunal por corrupção, cuja anulação foi solicitada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
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O advogado de Netanyahu havia solicitado na quinta-feira (26) o adiamento das audiências, que deverão ser retomadas na próxima semana, citando os "acontecimentos na região e no mundo", após a guerra com o Irã e a continuação do conflito em Gaza.

“O primeiro-ministro é obrigado a dedicar todo o seu tempo e energia para a gestão de assuntos nacionais, diplomáticos e de segurança de extrema importância”, escreveu o advogado Amid Hadad na petição enviada ao tribunal.

Em uma decisão publicada online nesta sexta-feira, o Tribunal Distrital de Jerusalém concluiu que a solicitação "não apresenta, em sua forma atual, uma base ou justificativa específica para o adiamento das audiências".

Após a recusa, o advogado Hadad apresentou rapidamente uma nova solicitação solicitando a anulação das próximas audiências, segundo documentos legais consultados pela AFP.

Nesta nova petição, o advogado anexou a agenda do primeiro-ministro para demonstrar que é "do interesse nacional que o primeiro-ministro dedique todo o seu tempo e energia às questões políticas, nacionais e de segurança atuais".

Donald Trump já havia pedido na quarta-feira a anulação do julgamento contra Netanyahu, qualificando-o como “caça às bruxas”.

“Este julgamento deveria ser CANCELADO IMEDIATAMENTE”, escreveu Trump na rede social Truth Social, indicando que, caso contrário, um “perdão deveria ser concedido a um Grande Herói”, no dia seguinte ao cessar fogo entre Israel e Irã.

Netanyahu negou qualquer conduta indevida durante o processo, que foi adiado várias vezes desde seu início em maio de 2020.

No primeiro caso, ele e sua esposa, Sara Netanyahu, são acusados de receber presentes de luxo no valor de mais de 260 mil dólares (1,4 milhão de reais na cotação atual), como charutos, joias e champanhe, de vários bilionários em troca de favores políticos.

Em dois outros casos, ele foi acusado de ter tentado negociar uma cobertura mais favorável da mídia em dois meios de comunicação israelenses.
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