Publicado 03/07/2025 11:49
A França anunciou nesta quinta-feira (3) uma multa recorde de 40 milhões de euros (256 milhões de reais) contra o gigante chinês do comércio eletrônico Shein por 'práticas comerciais enganosas' relacionadas à sua oferta de preços e ao impacto ambiental.
PublicidadeA multa chega em um contexto de pressão na França contra essas empresas, símbolos da "moda ultrarrápida", por seu impacto econômico e ecológico. O Parlamento debate a adoção de medidas para conter sua expansão.
A autoridade francesa de concorrência e antifraude DGCCRF afirmou que a investigação descobriu que a Shein utilizou "práticas comerciais enganosas em relação aos consumidores sobre (...) reduções de preços".
Especificamente, a investigação de quase um ano descobriu que a empresa aumentava certos preços antes de reduzi-los, o que dava "aos consumidores a impressão de que estavam obtendo uma grande oferta", acrescentou em um comunicado.
Onze por cento dos descontos eram, na realidade, "aumentos de preços"; em 57% dos casos, nenhuma redução era oferecida, e em 19% a queda de preços era "menos significativa do que o anunciado", indicou.
A empresa, fundada na China e lançada em 2015 na França, onde experimentou um grande crescimento no setor de roupas e calçados, aceitou a multa que foi proposta com o acordo da promotoria, destacou a autoridade francesa.
A empresa, que se tornou um símbolo do lado negativo da "moda ultrarrápida", é alvo de críticas por causar poluição ambiental, bem como por concorrência desleal e más condições de trabalho.
Em um comunicado à AFP, a Shein afirmou que implementou "sem demora" as ações corretivas necessárias dentro de dois meses após tomar conhecimento da investigação da DGCCRF em março do ano passado.
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