Jiao, chinês de 38 anos, fingia ser mulher sob o apelido Sister HongReprodução / X
Publicado 18/07/2025 17:52
Um homem de 38 anos foi preso na China por gravar encontros íntimos com outros homens sem o consentimento deles. Jiao fingia ser mulher sob o apelido Sister Hong e atraia os parceiros para o apartamento dele, onde eles faziam sexo. Até que os vídeos, que eram vendidos em grupos privados, foram parar nas redes sociais.
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O chinês foi preso em 5 de julho depois que uma das vítimas descobriu que seu vídeo íntimo havia sido divulgado na internet. O Departamento de Polícia de Jiangning, em comunicado enviado à imprensa chinesa, desmentiu o boato inicial de que mais de 1.600 homens já tinham caído no golpe. O número exato ainda não foi confirmado.
"Após investigação, foi constatado que Jiao se passou por mulher, marcou encontros com vários homens para relações sexuais e gravou os vídeos secretamente, os quais foram divulgados na internet. Os boatos online de que 'um idoso de 60 anos em Nanjing se vestiu de mulher e teve relações íntimas com mais de mil pessoas' são falsos. Em 6 de julho, Jiao foi detido criminalmente pela polícia de Jiangning sob suspeita de divulgar materiais obscenos. O caso segue em investigação", afirma a nota.
Apesar de desmentir o número de mais de mil pessoas, a polícia confirmou que centenas de vítimas caíram no golpe e foram gravadas secretamente. Os boatos de que ele era portador de HIV e infectou mais de 10 homens também foram negados pelas autoridades.
Jiao se apresentava em aplicativos de relacionamento como uma mulher divorciada a procura de um relacionamento. Ele usava maquiagem pesada, peruca, prótese de silicone, máscara e até moduladores de voz para enganar outros homens, que aparentemente descobriam o real gênero dele apenas depois que chegavam ao apartamento.
Para marcar os encontros, Jiao não pedia pagamento em dinheiro, mas exigia que as vítimas levassem para ele presentes simples - como frutas, leite e óleo. Assim que chegavam ao apartamento do golpistas, alguns homens eram obrigados a tomar banho antes das relações sexuais, gravadas sem seus consentimentos. Os vídeos eram vendidos em grupos online por cerca de 150 yuan, aproximadamente R$ 116.
As gravações foram expostas nas redes sociais e montagens com o rosto de algumas das vítimas logo viralizou. No TikTok, as namoradas dos homens, que descobriram a traição após o caso vir à tona, começaram uma trend de mostrar as reações dos parceiros ao mostrar os vídeos em que eles próprio aparecem, levando os relacionamentos ao fim.
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