Território palestino, dependente da ajuda humanitária, enfrenta a ameaça de uma 'fome generalizada', segundo a ONUAFP
Publicado 05/08/2025 07:52
Israel reabrirá parcialmente o comércio do setor privado em Gaza para reduzir sua dependência da ajuda humanitária, informou nesta terça-feira (5) o órgão do Ministério da Defesa que supervisiona as questões civis nos territórios palestinos (Cogat).
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"O Ministério da Defesa aprovou um número limitado de comerciantes locais, que devem seguir vários critérios e controles de segurança rigorosos", afirmou o Cogat em um comunicado.
"O objetivo é aumentar o volume de ajuda que entra na Faixa de Gaza e, ao mesmo tempo, reduzir a dependência da assistência por parte da ONU e das organizações internacionais", acrescenta a nota.
O comunicado explica que a medida foi tomada "após a decisão do gabinete (do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu) de ampliar a ajuda humanitária e após um trabalho preparatório realizado pelos serviços de segurança".
O pagamento das mercadorias será efetuado apenas por meio de transferências bancárias, que serão submetidas a uma supervisão, segundo as autoridades israelenses.
"As mercadorias aprovadas incluem alimentos básicos, alimentos para bebês, frutas, verduras e itens de higiene", explicou o Cogat.
Israel, que luta há 22 meses contra o grupo islamista palestino Hamas em Gaza, impôs um bloqueio total ao território em 2 de março. A medida foi parcialmente suspensa em maio para permitir que uma agência privada, apoiada pelos Estados Unidos, inaugurasse centros de distribuição de alimentos.
O território palestino, totalmente dependente da ajuda humanitária, enfrenta a ameaça de uma "fome generalizada", segundo as Nações Unidas.
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