Publicado 10/08/2025 08:25
"Queremos proteger nosso país", disse o presidente Donald Trump, que, segundo meios de comunicação americanos, ordenou às forças armadas combater os cartéis latino-americanos designados pelos Estados Unidos como organizações "terroristas" globais.
PublicidadeO presidente republicano trava uma guerra contra os cartéis desde que retornou ao poder em janeiro, sobretudo para tentar frear o tráfico de fentanil, um opioide sintético.
Em fevereiro, designou como organizações "terroristas globais" oito grupos do crime organizado da América Latina, incluindo o cartel mexicano de Sinaloa, o venezuelano Tren de Aragua e a gangue MS-13. Em julho, acrescentou à lista o Cartel de los Soles, liderado, segundo Washington, pelo presidente venezuelano, Nicolás Maduro.
"A América Latina tem muitos cartéis, têm muito tráfico de drogas, então, vocês sabem, queremos proteger nosso país. Temos que protegê-lo", declarou Trump a uma jornalista que lhe perguntou, na Casa Branca, se ele acredita que vale a pena enviar militares para combater os cartéis de drogas latino-americanos.
"Amamos este país como eles amam os seus países. Temos que protegê-lo", afirmou o presidente durante um ato com os líderes do Azerbaijão e da Armênia nesta sexta-feira (8).
"Estamos jogando uma partida difícil, mas em breve teremos mais a dizer sobre isso", acrescentou, sem entrar em detalhes.
Vários meios de comunicação americanos afirmam que Trump assinou secretamente um decreto para envolver o Exército na luta.
O "New York Times", citando fontes anônimas, assegura que o presidente ordenou ao Pentágono que comece a usar força militar contra os cartéis designados como organizações terroristas.
O "Wall Street Journal", que cita um funcionário cuja identidade também não revela, sustenta que, por ora, Trump se limitou a pedir ao Departamento de Defesa que prepare opções.
Uma delas consistiria no uso de forças especiais e unidades de inteligência, embora qualquer operação fosse coordenada com os países envolvidos, acrescenta o jornal.
No final de fevereiro, a Casa Branca ameaçou "abrir as portas do inferno" contra os cartéis para garantir a segurança na fronteira com o México, mas este país descarta uma invasão.
Leia mais
Comentários
Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor.