Publicado 11/08/2025 11:51
A União Europeia (UE) programou uma reunião de emergência de seus ministros das Relações Exteriores para a tarde desta segunda-feira (11) para tentar influenciar as negociações programadas para esta semana entre Donald Trump e Vladimir Putin sobre a guerra na Ucrânia, que provocam temores de um acordo prejudicial a Kiev.
PublicidadeOs europeus intensificaram os contatos e se esforçaram para estabelecer uma frente unida em apoio à Ucrânia desde o anúncio de um encontro de cúpula no Alasca, na próxima sexta-feira (15), entre os presidentes dos Estados Unidos e da Rússia.
A reunião europeia por videoconferência foi marcada para começar às 14h (11h de Brasília), com a participação do ministro ucraniano das Relações Exteriores, Andrii Sibiga.
Segundo Donald Trump, a reunião discutirá um possível acordo que poderia prever "trocas territoriais" para encerrar o conflito que causou milhares de mortes nos dois países durante mais de três anos.
No momento, a presença do presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, não está prevista, mas ainda é "possível", segundo o embaixador dos Estados Unidos na Otan, Matthew Whitaker.
Algumas horas antes da videoconferência, Zelensky voltou a pedir que a comunidade internacional não ceda às exigências de Vladimir Putin. O presidente ucraniano já afirmou que não irá ceder territórios.
"A Rússia se recusa a interromper os massacres e, portanto, não deveria receber nenhuma recompensa ou benefício. E isto não é apenas uma postura moral, e sim racional", escreveu no Facebook. "As concessões não convencem um assassino", acrescentou.
Para a chefe da diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas, "qualquer acordo entre Estados Unidos e Rússia deve incluir a Ucrânia e a UE, já que esta é uma questão de segurança para a Ucrânia e para toda a Europa".
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