Publicado 22/08/2025 11:51
Um relatório publicado nesta quinta-feira, 21, o Instituto de Finanças Internacionais (IIF) afirma que as tarifas estão "claramente" alimentando a inflação norte-americana, com os preços de importação e de produtores subindo à medida que os estoques de reserva se esgotam.
PublicidadeDe acordo com a nota, também as restrições à imigração no País estão apertando a oferta de mão de obra, o que reduz o ponto de equilíbrio da criação de empregos e distorce sinais.
Para o instituto, com as tarifas elevando os custos e as restrições à imigração apertando a oferta de mão de obra, a questão da política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) não é sobre se é hora de cortar os juros, mas sobre quando as reduções podem começar sem o Fed perder sua credibilidade.
"O Fed está limitado de cortar sem uma desinflação mais clara, mas enfrentando riscos crescentes de inflação impulsionada pela oferta", diz o texto, ao ressaltar que a questão-chave não é quando a inflação cairá, mas se ela subirá novamente antes que o crescimento desacelere de maneira firme.
O IIF ainda avalia que a demanda parece resiliente, embora sinais de estresse estejam surgindo entre as famílias de baixa renda. Ainda de acordo com o relatório, a manufatura e a construção privada estão enfraquecendo sob o peso das tarifas e das condições financeiras mais restritivas.
"O Fed está limitado de cortar sem uma desinflação mais clara, mas enfrentando riscos crescentes de inflação impulsionada pela oferta", diz o texto, ao ressaltar que a questão-chave não é quando a inflação cairá, mas se ela subirá novamente antes que o crescimento desacelere de maneira firme.
O IIF ainda avalia que a demanda parece resiliente, embora sinais de estresse estejam surgindo entre as famílias de baixa renda. Ainda de acordo com o relatório, a manufatura e a construção privada estão enfraquecendo sob o peso das tarifas e das condições financeiras mais restritivas.
Presidente do Fed sinaliza para corte dos juros
O presidente do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA), Jerome Powell, deixou a porta aberta, nesta sexta-feira (22), à possibilidade de uma redução das taxas de juros, mas advertiu que os riscos de uma inflação maior e um desaquecimento do mercado de trabalho estejam gerando uma situação complexa.
"Os riscos para a baixa do emprego estão aumentando. Embora o mercado de trabalho pareça estar em equilíbrio, trata-se de um equilíbrio curioso, que resulta de uma desaceleração marcada tanto da oferta quanto da demanda de trabalhadores", afirmou em seu discurso no Simpósio de Política Econômica em Jackson Hole.
Powell vem criticando a política econômica do governo do presidente Donald Trump em vários planos. "Os efeitos das tarifas aduaneiras nos preços ao consumidor já são claramente visíveis" e poderiam ser ainda mais graves nos próximos meses.
Em sua opinião, há grande incerteza sobre o momento e a magnitude dos efeitos da alta das tarifas aduaneiras.
"Não permitiremos que um aumento pontual do nível de preços se torne um problema de inflação persistente", afirmou.
"Os riscos para a baixa do emprego estão aumentando. Embora o mercado de trabalho pareça estar em equilíbrio, trata-se de um equilíbrio curioso, que resulta de uma desaceleração marcada tanto da oferta quanto da demanda de trabalhadores", afirmou em seu discurso no Simpósio de Política Econômica em Jackson Hole.
Powell vem criticando a política econômica do governo do presidente Donald Trump em vários planos. "Os efeitos das tarifas aduaneiras nos preços ao consumidor já são claramente visíveis" e poderiam ser ainda mais graves nos próximos meses.
Em sua opinião, há grande incerteza sobre o momento e a magnitude dos efeitos da alta das tarifas aduaneiras.
"Não permitiremos que um aumento pontual do nível de preços se torne um problema de inflação persistente", afirmou.
*Com informações do Estadão Conteúdo e AFP
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