Crianças estavam em uma missa comemorativa de volta às aulas quando foram atacadasAFP
Publicado 27/08/2025 15:15 | Atualizado 28/08/2025 07:40
A atiradora responsável pelo ataque a uma escola católica na cidade de Minneapolis, Minnesota, nos Estados Unidos, nesta quarta-feira (27), trancou as crianças na igreja em que acontecia a missa comemorativa de volta às aulas antes de abrir fogo contra os pequenos, segundo informou a polícia local. 
Publicidade
Alunos e funcionários da Escola Católica Annunciation ficaram presos após o atirador colocar tábuas de madeira nas portas laterais do prédio para impedir que as pessoas fugissem da igreja enquanto ele atirava pela janela, afirmou o o chefe de polícia de Minneapolis, Brian O'Hara à imprensa americana.
"Este foi um ato deliberado de violência contra crianças inocentes e outras pessoas que praticavam o culto. A crueldade e a covardia de atirar em uma igreja cheia de crianças são absolutamente incompreensíveis", disse O'Hara.
A atiradora, que se suicidou após o ataque, estava armada com um rifle, uma espingarda e uma pistola. Identificado como Robin Westman, ele publicou um vídeo doentio de 20 minutos em sua conta no YouTube poucas horas antes do ataque à escola. Inicialmente, acreditava-se que o ataque havia sido realizado por um homem.
No vídeo, ela mostra as páginas um caderno cheias de rabiscos manuscritos, no que parece ser uma escrita criptografada, além de diagramas esquemáticos de armas. Durante a gravação, ela murmura sobre diversos assuntos e chega a dizer que ama a família, como em tom de despedida.
No canal, banido pela plataforma, ela possuía outros conteúdos que mostravam diversas armas e uma obsessão por atiradores em massa, como o assassino de Sandy Hook, Adam Lanza.
No ataque à escola católica, duas crianças, de 8 e 10 anos, foram mortas e outras 17 pessoas ficaram feridas após o tiroteio, sendo 14 com idades entre 6 e 14 anos. O prefeito de Minneapolis, Jacob Frey, lamentou o ocorrido e falou sobre os crescentes casos de ataques com armas nos Estados Unidos.
"Não digam que se trata apenas de pensamentos e orações agora. Essas crianças estavam literalmente rezando... Elas deveriam poder ir à escola ou à igreja em paz, sem medo ou risco de violência, e seus pais deveriam ter o mesmo tipo de garantia", disse.
Leia mais