Publicado 04/09/2025 10:27 | Atualizado 04/09/2025 10:27
O ministro do Interior da Venezuela, Diosdado Cabello, acusou na quarta-feira os Estados Unidos de "assassinatos extrajudiciais e sumários no mar", após o ataque com um drone contra uma lancha com supostos narcotraficantes.
PublicidadeO governo dos Estados Unidos afirmou que destruiu uma embarcação que pertencia ao grupo criminoso venezuelano 'Tren de Aragua' e transportava drogas da Venezuela.
"Assassinaram 11 pessoas sem nenhum julgamento. Eu questionei se isso pode ser feito?", disse Cabello, considerado o número dois do chavismo, em seu programa semanal de televisão. “Nenhuma suspeita de narcotráfico autoriza execuções extrajudiciais no mar”.
"Não é claro, não explicaram nada, anunciam pomposamente ter assassinado 11 pessoas. Isso é muito delicado. E o direito à defesa?", insistiu. “Não há nada que sustente a acusação”.
A ação militar representou uma escalada nas ações dos Estados Unidos, depois que Trump assinou uma ordem executiva que autoriza o uso do Exército contra os cartéis do narcotráfico.
O presidente venezuelano Nicolás Maduro declarou estado de alerta máximo diante do que ele chama de ameaça militar dos Estados Unidos.
O chavismo afirma que as ações de Washington no Caribe buscam uma mudança de regime na Venezuela.
"O que sempre buscamos", disse Cabello. "Acabar com a revolução bolivariana, com mentiras, com 'fake news'. A última coisa que inventaram foi um ataque", insistiu.
O ministro anunciou os exercícios militares da Milícia Bolivariana na quinta e sexta-feira. A milícia é o quinto componente das Forças Armadas, integrada por civis e com grande carga ideológica.
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