Publicado 11/09/2025 08:11 | Atualizado 11/09/2025 08:15
O ativista de direita Charlie Kirk morreu aos 31 anos após ser baleado na Universidade Utah Valley, em Utah, Estados Unidos, nesta quarta-feira (10). Aliado do presidente americano Donald Trump, o influenciador era conhecido nas redes sociais por realizar debates políticos em espaços públicos sobre temas como armamento e identidade de gênero.
PublicidadeNascido em 14 de outubro de 1993, em Chicago, Kirk também fundou, aos 18 anos, a organização "Turning Point" ("Ponto de virada", traduzido do inglês), que promove valores conservadores em escolas e campus de universidades. Atualmente, a instituição conta com filiais em mais de 850 faculdades do país.
Ao longo dos anos, em especial durante o primeiro mandato de Trump, entre 2017 e 2020, o ativista cresceu nas redes sociais através do seu podcast e participações constantes em palestras. Ele é autor do best-seller "A Doutrina MAGA", que detalha o movimento republicano "Make America Great Again" ("Faça a América grande de novo", traduzido do inglês).
Neste período, a proximidade entre o influenciador e o presidente republicano aumentou. Kirk se tornou um visitante frequente da Casa Branca durante os dois mandatos do atual mandatário americano.
Entre os direitos defendidos pelo militante, estava o armamento da população. De acordo com a "BBC", Charlie espalhou a informação falsa de que a eleição presidencial de 2020 foi roubada de Trump. Ele também era acusado de difundir fake news a respeito da pandemia da covid-19 e as vacinas contra a doença.
Investigação em andamento
Vídeos que circulam nas redes sociais mostram Kirk sentado na cadeira de um palco, quando é atingido por um disparo. Beau Mason, do Departamento de Segurança Pública de Utah, disse que o tiro provavelmente veio de um telhado, e que as câmeras do circuito fechado registraram um suspeito "vestido com roupas escuras".
De acordo com o ex-congressista de Utah Jason Chaffetz, que estava presente no comício, o ataque ocorreu durante uma sessão de perguntas e respostas. "A primeira pergunta foi sobre religião. Ele falou durante uns 15, 20 minutos. A segunda pergunta, curiosamente, foi sobre atiradores transgêneros, atiradores em massa, e no meio disso, ouviu-se o disparo", comentou à "Fox News".
Segundo o FBI, as autoridades detiveram um suspeito, mas ele foi liberado mais tarde. A busca pelo atirador continua e os motivos do atentado ainda não foram esclarecidos.
Trump fez um pronunciamento através das redes sociais chamando Kirk de "mártir". Ele prometeu que o governo "encontrará cada um dos que contribuíram para esta atrocidade e para outras violências políticas, incluindo as organizações que os financiam e apoiam".
* Com informações da AFP
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