Venezuela mostra poderio militar durante exercícios em ilha do CaribeAFP
Publicado 20/09/2025 10:25 | Atualizado 20/09/2025 10:26
Treinamento de civis, convocação de reservistas, operações nas fronteiras e exercícios de guerra em uma ilha do Caribe: a Venezuela tenta mostrar força diante do envio de navios dos Estados Unidos na região e ataques a pequenas embarcações de supostos criminosos do país caribenho.

Analistas concordam, no entanto, que a capacidade real de combate das Forças Armadas venezuelanas está comprometida por anos de crise econômica. E afirmam que as manobras são uma operação de propaganda para mostrar à população que o governo não tem medo e consegue controlar a situação.

Os oito navios de guerra enviados por Washington ao Caribe com o argumento de combater o narcotráfico são considerados pelo governo de Nicolás Maduro uma "ameaça militar" que busca uma "mudança de regime" na Venezuela, com uma invasão.

Caracas respondeu a esta "guerra não declarada" - como é chamada pelo ministro da Defesa, Vladimir Padrino López - com três dias de exercícios militares na ilha La Orchila.

A mobilização em La Orchila, no norte do país, incluiu 12 navios da Marinha, 22 aeronaves, entre helicópteros, caças e aviões de transporte, veículos anfíbios e 20 botes de madeira de pescadores que se uniram à Milícia, um corpo militar formado por civis.

Durante 72 horas, 2.500 pessoas participaram das manobras, que incluíram lançamentos de mísseis e foguetes, além de testes de armas. "A Venezuela tem que continuar sendo inexpugnável", disse na sexta-feira o ministro do Interior, Diosdado Cabello.

O governo divulgou em seus canais oficiais imagens de aviões Sukhoi no céu de La Orchila. Paraquedistas saltam sobre a ilha e tanques de guerra apontam seus canhões para o céu. As imagens incluem peças de artilharia e radares antiaéreos comprados da Rússia, o aliado crucial da Venezuela.
Publicidade
Com informações da AFP.
Leia mais