Donald Trump é um dos intermediários da guerra entre Rússia e UcrâniaAFP
Publicado 17/10/2025 10:25 | Atualizado 17/10/2025 11:01
O presidente da Ucrânia, Volodimir Zelensky, tentará convencer Donald Trump nesta sexta-feira (17), em um encontro na Casa Branca, a fornecer mísseis Tomahawk de longo alcance a Kiev, um dia após o presidente dos Estados Unidos retomar o diálogo com o homólogo da Rússia, Vladimir Putin.

Zelensky faz a terceira viagem a Washington desde que Trump retornou à presidência em janeiro, após uma desastrosa discussão exibida para todo o mundo em fevereiro e uma reconciliação em agosto.

O republicano não definiu sua posição sobre a guerra na Ucrânia.

A reviravolta mais recente aconteceu na véspera da visita de Zelensky. Após uma conversa telefônica com Putin, Trump anunciou que se reunirá com o presidente russo em Budapeste, em uma nova tentativa de acabar com o conflito iniciado com a invasão russa da Ucrânia em 2022.

Zelensky esperava que a viagem ajudasse a aumentar a pressão contra Putin, em particular com a aquisição de mísseis de cruzeiro Tomahawk produzidos nos Estados Unidos, com capacidade de atingir alvos a longa distância na Rússia.

O presidente ucraniano anunciou que se reuniu com representantes das empresas que fabricam os Tomahawk e os sistemas de mísseis terra-ar Patriot. "Falamos sobre possíveis formas de cooperação para fortalecer a defesa antiaérea da Ucrânia e suas capacidades de longo alcance", disse.

Mas Trump, que já chegou a declarar que conseguiria acabar com a guerra na Ucrânia em 24 horas, parece determinado a buscar um novo avanço diplomático após o acordo de cessar-fogo em Gaza que negociou na semana passada.

O presidente americano disse na quinta-feira que teve uma conversa "muito produtiva" com Putin e que os dois se reunirão na capital da Hungria nas próximas duas semanas. Ele acrescentou que espera manter reuniões "separadas, mas iguais" com os líderes russo e ucraniano, mas não revelou detalhes.

Zelensky disse na quinta-feira, ao desembarcar em Washington, esperar que o sucesso de Trump com o acordo entre Israel e o movimento islamista Hamas ajude a acabar com a guerra em seu país.

Ele insistiu que a ameaça de venda dos Tomahawk obrigou o Kremlin a negociar.

"Podemos ver que Moscou se apressa a retomar o diálogo assim que toma conhecimento dos mísseis Tomahawk", disse.

Nesta sexta-feira, a Rússia reivindicou a conquista de três localidades nas regiões de Kharkiv e Dnipropetrovsk (leste da Ucrânia), em áreas que Kiev havia recuperado há três, anos após uma contraofensiva surpresa.
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Xi Jinping
Trump disse que se reunirá com seu homólogo chinês, Xi Jinping, durante uma cúpula na Coreia do Sul.

"Vamos nos reunir em algumas semanas (...) na Coreia do Sul com o presidente Xi", à margem da cúpula da Apec, disse Trump ao programa "Sunday Morning Futures", da Fox News.

"Temos uma reunião separada", acrescentou o presidente, que deve chegar à Coreia do Sul em 29 de outubro para uma visita de dois dias. A cúpula termina em 1º de novembro.
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