Publicado 27/11/2025 14:52
A cidade de Indialantic, no estado americano da Flórida, decretou quarentena em uma área residencial após uma série de denúncias contra a moradora Sonja Kopriva, acusada pelos vizinhos de espalhar fezes e urina pela vizinhança. O caso desencadeou uma crise sanitária, mobilizou moradores e expôs a dificuldade das autoridades em intervir diante da ausência de flagrante criminal.
PublicidadeSegundo relatos, Kopriva vive na varanda de sua casa e utiliza um balde para defecar e urinar. Em seguida, de acordo com Susan Brennan, uma de suas vizinhas, ela despeja o conteúdo nos arredores. “Tenho que limpar as fezes para que os vizinhos não precisem sentir o cheiro”, afirmou Brennan, que comprou um terreno ao lado da casa de Sonja há seis anos, mas diz ter desistido de construir uma casa por causa do problema.
O forte odor se espalhou pela região, levando moradores a deixarem suas casas e pressionarem a prefeitura por medidas urgentes. “Essas pessoas acabaram de se mudar. Não aguentaram mais”, relatou Brennan, ao apontar para vizinhos que abandonaram o local devido ao mau cheiro e ao risco sanitário. Há ainda relatos de ratos circulando pela propriedade de Kopriva.
Confrontada por um repórter de uma TV local, Sonja Kopriva reagiu de forma hostil: “Qual é o problema? Eu não preciso de você aqui.”
Apesar da gravidade da situação, a polícia afirma que Kopriva não foi flagrada cometendo crime, o que limita a atuação das autoridades. A falta de ação intensifica a revolta dos moradores, que alegam ter sido ignorados. “O que não entendemos é como nos deixam conviver com isso”, disse Brennan.
O episódio reacende debates sobre convivência entre vizinhos e limites legais para intervenção pública. Em casos menos extremos, como barulho excessivo, especialistas costumam recomendar que os moradores busquem primeiro a prefeitura. Segundo o advogado Daniel Barnett, a administração local pode emitir uma notificação de cessação quando o problema é reconhecido como “incômodo legal”, impondo horários ou medidas de redução do barulho sob risco de multa.
"A prefeitura tem opções, mas nem sempre a solução agrada a todos", afirmou.
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