Publicado 06/12/2025 13:57
As autoridades iranianas prenderam, neste sábado (6), os "dois principais organizadores" de uma maratona realizada no dia anterior em Kish (sul), na qual participaram mulheres sem o véu islâmico.
Publicidade“Uma das pessoas detidas é um funcionário da zona franca de Kish e outra trabalha na empresa privada que especifica a concorrência”, anunciou a agência do poder Judiciário Mizan.
Esses fatos coincidem com um momento em que alguns responsáveis pelo país denunciam um crescente descumprimento das obrigações de uso do véu, imposto após a Revolução Islâmica de 1979.
De acordo com a mídia local, mais de 5.000 pessoas participaram na manhã de sexta-feira da maratona de Kish, uma ilha turística no sul do Irã, às margens do Golfo.
Em várias corridas reservadas às mulheres, algumas delas correram sem cobrir a cabeça, infringindo as obrigações em vigor no Irã há quatro décadas, de acordo com imagens divulgadas nas redes sociais.
O procurador-geral de Kish, citado na noite de sexta-feira pela agência Mizan, afirmou que a realização da prova "foi comparada à decência", e "um processo legal" foi aberto contra os organizadores.
A agência de notícias Tasnim criticou uma "total ausência de supervisão e o descumprimento das normas de vestuário por parte de uma parte significativa das participantes".
No entanto, essas obrigações são cada vez menos respeitadas no Irã, onde muitas mulheres agora saem à rua sem o véu islâmico, algumas roupas leves.
Estas características, inimagináveis há alguns anos, parecem ter ganhado ainda mais proporção desde o fim da guerra em junho contra Israel, especialmente na capital Teerã.
Em contrapartida, esta semana, mais da metade dos deputados criticaram a Justiça pela falta de fiscalização do cumprimento da lei. O chefe do Judiciário, Gholamhosein Mohseni Ejeí, tornou o defensor na quinta-feira uma maior firmeza.
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