Publicado 04/01/2026 09:52
O Tribunal Supremo de Justiça da Venezuela ordenou, neste sábado (3), que a vice-presidente Delcy Rodríguez assuma de forma interina as funções do presidente Nicolás Maduro, capturado pelos Estados Unidos nos ataques ao país.
A decisão judicial determinou que Rodríguez assumiria "o cargo de Presidente da República Bolivariana da Venezuela, a fim de garantir a continuidade administrativa e a defesa integral da Nação".
Segundo o parecer, o tribunal debaterá o assunto para determinar o quadro aplicável para garantir a continuidade do Estado a administração do governo e a defesa da soberania mediante a retirada forçada de Maduro.
Após a captura do presidente, Delcy se pronunciou pedindo a liberdade imediata dele e afirmando que a Venezuela não voltará a ser "colônia".
“Exigimos a libertação imediata do presidente Nicolás Maduro, o único presidente da Venezuela, e de sua esposa, Cilia Flores. Se há algo que o povo venezuelano e este país têm absolutamente certeza, é que jamais seremos escravos, jamais seremos colônia de qualquer império”, disse neste sábado em cadeia nacional de rádio e TV.
O pronunciamento foi feito em Caracas, ao lado do presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, irmão da vice-presidente, além do ministro do Interior, Diosdado Cabello, e dos titulares das pastas das Relações Exteriores e da Defesa.
PublicidadeA decisão judicial determinou que Rodríguez assumiria "o cargo de Presidente da República Bolivariana da Venezuela, a fim de garantir a continuidade administrativa e a defesa integral da Nação".
Segundo o parecer, o tribunal debaterá o assunto para determinar o quadro aplicável para garantir a continuidade do Estado a administração do governo e a defesa da soberania mediante a retirada forçada de Maduro.
Após a captura do presidente, Delcy se pronunciou pedindo a liberdade imediata dele e afirmando que a Venezuela não voltará a ser "colônia".
“Exigimos a libertação imediata do presidente Nicolás Maduro, o único presidente da Venezuela, e de sua esposa, Cilia Flores. Se há algo que o povo venezuelano e este país têm absolutamente certeza, é que jamais seremos escravos, jamais seremos colônia de qualquer império”, disse neste sábado em cadeia nacional de rádio e TV.
O pronunciamento foi feito em Caracas, ao lado do presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, irmão da vice-presidente, além do ministro do Interior, Diosdado Cabello, e dos titulares das pastas das Relações Exteriores e da Defesa.
A declaração ocorreu após Donald Trump afirmar que Washington pretende assumir interinamente o controle do país até a realização de uma transição.
Entenda
O ataque dos Estados Unidos contra a Venezuela marca um novo episódio de intervenções diretas de Washington na América Latina. A última vez que os Estados Unidos invadiram um país latino-americano foi em 1989, no Panamá, quando os militares norte-americanos sequestraram o então presidente Manuel Noriega, acusando-o de narcotráfico.
Assim como fizeram com Noriega, os Estados Unidos acusam Maduro de liderar um suposto cartel venezuelano De Los Soles, sem apresentar provas. Especialistas em tráfico internacional de drogas questionam a existência desse cartel.
O governo de Donald Trump estava oferecendo uma recompensa de US$ 50 milhões por informações que levassem a prisão de Maduro.
Para críticos, a ação é uma medida geopolítica para afastar a Venezuela de adversários globais dos Estados Unidos, como China e Rússia, além de exercer maior controle sobre o petróleo do país, que é dono das maiores reservas de óleo comprovadas do planeta.
Assim como fizeram com Noriega, os Estados Unidos acusam Maduro de liderar um suposto cartel venezuelano De Los Soles, sem apresentar provas. Especialistas em tráfico internacional de drogas questionam a existência desse cartel.
O governo de Donald Trump estava oferecendo uma recompensa de US$ 50 milhões por informações que levassem a prisão de Maduro.
Para críticos, a ação é uma medida geopolítica para afastar a Venezuela de adversários globais dos Estados Unidos, como China e Rússia, além de exercer maior controle sobre o petróleo do país, que é dono das maiores reservas de óleo comprovadas do planeta.
*Com informações da Agência Brasil
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