Publicado 19/01/2026 14:12
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a questionar a integridade do sistema eleitoral norte-americano nesta segunda-feira ao publicar na Truth Social que "eleições fraudadas são comuns nos EUA" e que o pleito presidencial de 2020, em que perdeu para Joe Biden, teria sido "o maior de todos" neste quesito. Na mesma publicação, Trump defendeu de forma direta a adoção de identificação obrigatória de eleitores. "Exigimos identificação do eleitor", escreveu, em letras maiúsculas.
PublicidadeA declaração retoma um tema recorrente no discurso do republicano. No início do ano, Trump já havia pressionado parlamentares de seu partido a avançar com uma legislação nacional sobre o tema, ao discursar para deputados republicanos em Washington. Na ocasião, ele disse que os congressistas deveriam "insistir nisso", reforçando que se trataria de uma condição essencial para a segurança das eleições.
No mesmo discurso, Trump promoveu o chamado "SAVE Act", um projeto aprovado pela Câmara em 2025, mas que acabou travando no Senado. A proposta prevê a exigência de comprovação de cidadania para votar em eleições federais. As falas receberam apoio público de aliados republicanos.
A ofensiva ocorre apesar de um revés judicial sofrido pelo governo no ano passado. Em outubro de 2025, uma juíza federal decidiu que Trump não poderia impor a exigência de prova documental de cidadania no formulário federal de registro de eleitores. Na decisão, a magistrada afirmou que o presidente "não tem autoridade" para determinar mudanças desse tipo, ressaltando que a Constituição atribui aos Estados e ao Congresso a responsabilidade por regular eleições federais.
Nos EUA, as regras de votação variam por Estado: alguns exigem documento com foto, outros aceitam identificação sem foto e há locais em que o eleitor pode votar apenas declarando seu nome e assinando o registro.
Leia mais
Comentários
Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor.