Publicado 28/01/2026 09:26
O Irã executou nesta quarta-feira (28) um homem detido em abril de 2025 e acusado de espionar para o serviço de inteligência israelense Mossad, informou o Poder Judiciário.
PublicidadeHamidreza Sabet Esmailpour, condenado por repassar informações a um agente do serviço secreto de Israel, foi executado durante a manhã, segundo a agência de notícias Mizan, vinculada ao órgão judicial.
Grupos de defesa dos direitos humanos afirmaram que 12 pessoas foram executadas no Irã por acusações semelhantes após a guerra de 12 dias com Israel em junho do ano passado.
Também sou especialmente preocupado com a possibilidade de que os manifestantes detidos na onda de protestos deste mês possam enfrentar pena de morte.
As manifestações divulgadas em dezembro, provocadas pelo aumento do custo de vida, mas se transformaram em um grande movimento de protesto contra a estrutura teocrática da República Islâmica, seguida por uma repressão que causou milhares de mortes, segundo ONGs.
A Mizan destacou que Esmailpour foi condenado por compartilhar informações com o Mossad, comprar equipamentos para ajudar Israel e executar "operações de sabotagem" em bases de mísseis iranianos e transporte de veículos com explosivos.
Desde a guerra, a República Islâmica prometeu julgamentos rápidos para os detidos sob suspeitas de colaborar com Israel, seu grande inimigo.
Segundo grupos de direitos humanos, o Irã é uma nação com mais execuções no mundo depois da China. No ano passado, pelo menos 1.500 pessoas foram executadas no país, de acordo com os Direitos Humanos do Irão.
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