Publicado 08/02/2026 20:20
O oposicionista venezuelano Juan Pablo Guanipa, aliado à Novel da Paz e líder opositora María Corina Machado, deixou neste domingo, 8, o centro de detenção em Caracas onde passou mais de oito meses, acusado de integrar um "grupo terrorista" que teria planejado boicotar as eleições legislativas de maio.
PublicidadeA detenção, anunciada pelo ministro do Interior da Venezuela, Diosdado Cabello, sempre foi criticada pela família e por entidades de direitos humanos como tentativa de silenciar vozes dissidentes. "Há muito o que discutir sobre o presente e o futuro da Venezuela, sempre com a verdade em primeiro lugar", declarou Guanipa em vídeo publicado no X, ao lado de policiais e de um veículo blindado.
Segundo o Foro Penal, outras dez pessoas também foram libertadas, entre elas organizadores locais do movimento de Machado, que celebrou a decisão nas redes sociais: "Vamos pela liberdade da Venezuela!".
A medida ocorre em meio à pressão interna e externa sobre o governo da presidente interina Delcy Rodríguez - empossada após a captura de Nicolás Maduro pelos militares dos EUA - para liberar centenas de presos tidos como políticos.
Paralelamente, a Assembleia Nacional, dominada pelo partido governista, iniciou o debate de um projeto de lei de anistia que pode abrir caminho à libertação em massa, proposta recebida com cautela por opositores e organizações não governamentais, que cobram detalhes e celeridade no processo.
Em suas redes sociais, o filho de Juan Pablo também se manifestou. "Anuncio que meu pai, Juan Pablo Guanipa, foi libertado há minutos. Depois de mais de oito meses de prisão injusta e mais de um ano e meio separados, toda a nossa família poderá se abraçar novamente", escreveu Ramón Guanipa.
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