Greve nacional do sindicato dos maquinistas espanhóis exige medidas de segurança ferroviáriaAFP
Publicado 09/02/2026 11:55
Maquinistas espanhóis iniciaram uma greve de três dias nesta segunda-feira (9) em protesto contra a flexibilidade da infraestrutura e a falta de financiamento, que compartilham responsabilidades pelos dois acidentes ferroviários que deixaram 47 mortos em meados de janeiro.
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Como é habitual em Espanha, as autoridades determinaram que os trabalhadores manteriam o funcionamento até 75% dos comboios de curta distância durante os horários de pico e 50% no restante do dia.
Mesmo assim, a estação Atocha, em Madri, envolveu dificuldades, principalmente entre 7h e 8h, quando milhares de pessoas que tentavam viajar para os subúrbios ou chegar à capital encontravam atrasos e falta de informações.
Os passageiros lotaram as plataformas a tal ponto que o acesso precisava ser controlado.
Os piquetes do sindicato CCOO distribuíram panfletos pedindo “compreensão e apoio” aos passageiros, cujos sentimentos eram mistos de solidariedade e frustração por começarem uma semana com dificuldades.
"Os acidentes recentes não são incidentes isolados: são consequência de decisões que priorizam o corte e a fragmentação do serviço em detrimento de uma ferrovia pública, segura e bem administrada", explicou o folheto do sindicato CCOO.
“Não consegui sair”, disse à AFP Mari Carmen González, uma passageira de 58 anos que tentou viajar de Madri para Aranjuez. “Os serviços mínimos não foram respeitados; acho isso vergonhoso”, acrescentou.
Victoria Bulgier, uma professora de inglês americana na casa dos trinta anos, que viajou para Getafe, ao sul de Madri, afirmou que entendeu "completamente" os motivos da greve.
"Entendendo perfeitamente os motivos da greve. Eles não deveriam ter que trabalhar em condições que os colocam em risco", explicou Bulgier à AFP.
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