Publicado 17/02/2026 10:37
A principal central sindical da Argentina convocou nesta segunda-feira (16) uma greve geral no dia em que a Câmara dos Deputados debater a reforma trabalhista do presidente ultraliberal Javier Milei, já aprovado pelo Senado, anunciaram fontes da organização.
O projeto, que pode ser debatido pelos deputados esta semana ou na próxima, reduz as indenizações por demissão, permite pagamentos em espécie (bens ou serviços), estende a jornada de trabalho para 12 horas e limita o direito à greve, entre outras disposições.
A confederação que representa os trabalhadores do transporte anunciou que "apoia integralmente a medida", que promete paralisar o transporte terrestre, aéreo e fluvial de passageiros.
Esta ação, a quarta contra as políticas do governo Milei, ocorre em meio à crescente agitação social, sinais de recessão econômica, declínio da atividade industrial e queda acentuada do consumo.
'Regressivas'
PublicidadeO projeto, que pode ser debatido pelos deputados esta semana ou na próxima, reduz as indenizações por demissão, permite pagamentos em espécie (bens ou serviços), estende a jornada de trabalho para 12 horas e limita o direito à greve, entre outras disposições.
A confederação que representa os trabalhadores do transporte anunciou que "apoia integralmente a medida", que promete paralisar o transporte terrestre, aéreo e fluvial de passageiros.
Esta ação, a quarta contra as políticas do governo Milei, ocorre em meio à crescente agitação social, sinais de recessão econômica, declínio da atividade industrial e queda acentuada do consumo.
'Regressivas'
Os sindicatos filiados à Confederação Geral do Trabalho (CGT) consideram essas mudanças "regressivas" e "inconstitucionais" e prometem contestar a reforma na Justiça caso a lei seja aprovada.
O governo afirma que as mudanças ajudarão a reduzir o emprego informal, que afeta mais de 40% do mercado de trabalho, e a criar empregos, ao reduzir a carga tributária sobre os patrões.
A senadora Patricia Bullrich, presidente da Comissão do Trabalho no Congresso, reuniu-se com Milei nesta segunda-feira na residência presidencial em Olivos.
Bullrich havia declarado anteriormente que não permitiriam alterações no texto aprovado pelo Senado; no entanto, no domingo, admitiu que consideram flexibilizar o polêmico artigo que reduz o salário do trabalhador à metade em afastamento por doença.
O governo tenta impedir modificações no texto que o façam retornar ao Senado para aprovação, o que atrasaria a aprovação da lei desejada por Milei antes de seu discurso em 1º de março, quando inaugurará as sessões parlamentares ordinárias.
Consenso e adesão
O governo afirma que as mudanças ajudarão a reduzir o emprego informal, que afeta mais de 40% do mercado de trabalho, e a criar empregos, ao reduzir a carga tributária sobre os patrões.
A senadora Patricia Bullrich, presidente da Comissão do Trabalho no Congresso, reuniu-se com Milei nesta segunda-feira na residência presidencial em Olivos.
Bullrich havia declarado anteriormente que não permitiriam alterações no texto aprovado pelo Senado; no entanto, no domingo, admitiu que consideram flexibilizar o polêmico artigo que reduz o salário do trabalhador à metade em afastamento por doença.
O governo tenta impedir modificações no texto que o façam retornar ao Senado para aprovação, o que atrasaria a aprovação da lei desejada por Milei antes de seu discurso em 1º de março, quando inaugurará as sessões parlamentares ordinárias.
Consenso e adesão
"Há consenso coletivo para a realização de uma greve nacional", antecipou Cristian Jerónimo, secretário-geral da CGT (Confederação Geral do Trabalho), em entrevista à Rádio 10 no domingo, antes da reunião extraordinária da diretoria nesta segunda-feira, onde a medida foi decidida.
A greve não incluirá convocação para mobilização.
"Terá amplo apoio e demonstrará o descontentamento não apenas com este projeto de lei, mas também com o rumo político e econômico deste governo hoje na Argentina", disse Jerónimo.
Fontes da CGT esclareceram que "como sempre, haverá liberdade de ação em cada sindicato".
A convocação será formalizada na quarta-feira, ao meio-dia, em coletiva de imprensa.
"Garantimos uma paralisação total do transporte de passageiros (...) no dia em que a reforma trabalhista for debatida na Câmara dos Deputados, não haverá transporte", anunciou a União Geral de Associações de Trabalhadores do Transporte (UGATT) nas redes sociais.
Desde que Milei assumiu o cargo em dezembro de 2023, 300 mil empregos foram perdidos e 21 mil empresas fecharam, segundo dados do setor industrial.
Na última quarta-feira, milhares de pessoas protestaram em frente ao Congresso durante a votação do projeto de lei no Senado, que o aprovou por 42 votos a 30.
Sindicatos, partidos de oposição e organizações sociais participaram de uma manifestação que terminou em confrontos com a polícia e cerca de 30 prisões.
A última greve geral, realizada em 10 de abril de 2025, teve participação limitada, já que os sindicatos de transporte se recusaram a aderir devido à pressão do Ministério do Trabalho.
A greve não incluirá convocação para mobilização.
"Terá amplo apoio e demonstrará o descontentamento não apenas com este projeto de lei, mas também com o rumo político e econômico deste governo hoje na Argentina", disse Jerónimo.
Fontes da CGT esclareceram que "como sempre, haverá liberdade de ação em cada sindicato".
A convocação será formalizada na quarta-feira, ao meio-dia, em coletiva de imprensa.
"Garantimos uma paralisação total do transporte de passageiros (...) no dia em que a reforma trabalhista for debatida na Câmara dos Deputados, não haverá transporte", anunciou a União Geral de Associações de Trabalhadores do Transporte (UGATT) nas redes sociais.
Desde que Milei assumiu o cargo em dezembro de 2023, 300 mil empregos foram perdidos e 21 mil empresas fecharam, segundo dados do setor industrial.
Na última quarta-feira, milhares de pessoas protestaram em frente ao Congresso durante a votação do projeto de lei no Senado, que o aprovou por 42 votos a 30.
Sindicatos, partidos de oposição e organizações sociais participaram de uma manifestação que terminou em confrontos com a polícia e cerca de 30 prisões.
A última greve geral, realizada em 10 de abril de 2025, teve participação limitada, já que os sindicatos de transporte se recusaram a aderir devido à pressão do Ministério do Trabalho.
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