Publicado 19/02/2026 07:51
Um tribunal sul-coreano sentenciou nesta quinta-feira (19) o ex-presidente Yoon Suk Yeol à prisão perpétua, após declará-lo culpado de liderar uma insurreição ao decretar a lei marcial no final de 2024.
"A declaração de lei marcial resultou em enormes custos sociais, e é difícil encontrar qualquer indício de que o réu tenha demonstrado arrependimento por isso", afirmou o juiz Ji Gwi-yeon, do Tribunal do Distrito Central de Seul.
"Nós o sentenciamos à prisão perpétua", completou o magistrado.
Yoon decretou lei marcial em um discurso exibido na televisão para todo o país em dezembro de 2024. Na ocasião, ele afirmou que eram necessárias medidas drásticas para erradicar as "forças antiestatais".
O ex-presidente conservador, de 65 anos, foi destituído do cargo, detido e acusado de uma série de crimes, de insurreição até obstrução da Justiça. O juiz Ji lembrou que Yoon enviou militares à sede do Legislativo para silenciar os opositores políticos.
"O tribunal determinou que a intenção era paralisar a assembleia por um período considerável", destacou o juiz.
Por sua vez, o ex-ministro da Defesa Kim Yong-hyun foi condenado a 30 anos de prisão por seu papel na crise.
Os promotores solicitaram uma pena mais dura pelas acusações de insurreição contra Yoon e pediram ao tribunal de Seul que determinasse a pena de morte contra o ex-presidente.
Milhares de simpatizantes de Yoon se reuniram diante do tribunal da capital com cartazes para expressar apoio e pedir a retirada das acusações. Centenas de policiais foram mobilizados nas imediações do tribunal para impedir qualquer tipo de distúrbio.
Na noite de 3 de dezembro de 2024, Yoon apareceu na televisão para anunciar a lei marcial, citando ameaças pouco claras de influência norte-coreana e perigosas "forças antiestatais".
Ele declarou a suspensão do governo civil e o início do comando militar. A lei marcial foi suspensa seis horas depois, quando os deputados, ajudados por manifestantes, conseguiram romper o cerco das forças de segurança e votar em regime de urgência para reverter a medida de Yoon.
Insurreição
Publicidade"A declaração de lei marcial resultou em enormes custos sociais, e é difícil encontrar qualquer indício de que o réu tenha demonstrado arrependimento por isso", afirmou o juiz Ji Gwi-yeon, do Tribunal do Distrito Central de Seul.
"Nós o sentenciamos à prisão perpétua", completou o magistrado.
Yoon decretou lei marcial em um discurso exibido na televisão para todo o país em dezembro de 2024. Na ocasião, ele afirmou que eram necessárias medidas drásticas para erradicar as "forças antiestatais".
O ex-presidente conservador, de 65 anos, foi destituído do cargo, detido e acusado de uma série de crimes, de insurreição até obstrução da Justiça. O juiz Ji lembrou que Yoon enviou militares à sede do Legislativo para silenciar os opositores políticos.
"O tribunal determinou que a intenção era paralisar a assembleia por um período considerável", destacou o juiz.
Por sua vez, o ex-ministro da Defesa Kim Yong-hyun foi condenado a 30 anos de prisão por seu papel na crise.
Os promotores solicitaram uma pena mais dura pelas acusações de insurreição contra Yoon e pediram ao tribunal de Seul que determinasse a pena de morte contra o ex-presidente.
Milhares de simpatizantes de Yoon se reuniram diante do tribunal da capital com cartazes para expressar apoio e pedir a retirada das acusações. Centenas de policiais foram mobilizados nas imediações do tribunal para impedir qualquer tipo de distúrbio.
Na noite de 3 de dezembro de 2024, Yoon apareceu na televisão para anunciar a lei marcial, citando ameaças pouco claras de influência norte-coreana e perigosas "forças antiestatais".
Ele declarou a suspensão do governo civil e o início do comando militar. A lei marcial foi suspensa seis horas depois, quando os deputados, ajudados por manifestantes, conseguiram romper o cerco das forças de segurança e votar em regime de urgência para reverter a medida de Yoon.
Insurreição
A Coreia do Sul é considerada um símbolo de democracia e estabilidade na Ásia, mas a tentativa fracassada de Yoon reavivou as lembranças dos golpes militares que abalaram o país entre 1960 e 1980.
Yoon, que está detido em regime de isolamento, nega ter atuado de forma errada e afirma que suas ações pretendiam "proteger a liberdade" e restaurar a ordem constitucional diante do que chamou de uma "ditadura legislativa" liderada pela oposição.
O Ministério Público o acusou de liderar uma "insurreição" motivada por um "desejo de poder orientado para a ditadura e o comando de longo prazo".
A lei sul-coreana determina apenas dois tipos de punição para a insurreição: prisão perpétua ou pena de morte.
Yoon já havia sido condenado a cinco anos de prisão por outras acusações. Outros funcionários de alto escalão também foram condenados por participação na tentativa de declarar lei marcial.
Yoon, que está detido em regime de isolamento, nega ter atuado de forma errada e afirma que suas ações pretendiam "proteger a liberdade" e restaurar a ordem constitucional diante do que chamou de uma "ditadura legislativa" liderada pela oposição.
O Ministério Público o acusou de liderar uma "insurreição" motivada por um "desejo de poder orientado para a ditadura e o comando de longo prazo".
A lei sul-coreana determina apenas dois tipos de punição para a insurreição: prisão perpétua ou pena de morte.
Yoon já havia sido condenado a cinco anos de prisão por outras acusações. Outros funcionários de alto escalão também foram condenados por participação na tentativa de declarar lei marcial.
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