'Negar anistia seletivamente é repressão', disse a ganhadora do Prêmio Nobel da PazAFP
Publicado 15/03/2026 07:24
A líder da oposição e ganhadora do Prêmio Nobel da Paz, María Corina Machado, afirmou neste sábado (14) que a Venezuela pratica "justiça seletiva" após seu advogado, detido depois da controversa reeleição de Nicolás Maduro, ter tido seu pedido de anistia negado.
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A lei de anistia foi promovida pela presidente interina, Delcy Rodríguez, sob pressão de Washington após a captura de Maduro em uma operação militar em 3 de janeiro. A lei exige que os potenciais beneficiários solicitem anistia perante os mesmos tribunais que os condenaram.
Perkins Rocha, assessor jurídico de Machado, foi preso em agosto de 2024 em meio a uma onda de prisões após a segunda reeleição de Maduro para um terceiro mandato consecutivo, que a oposição denunciou como fraudulenta.
Rocha, de 63 anos, foi colocado em prisão domiciliar em 8 de fevereiro. Ele usa uma tornozeleira eletrônica, está sob vigilância policial 24 horas por dia e deve se reportar a cada três horas. A justiça venezuelana negou seu pedido de anistia.
"Negar anistia seletivamente é repressão. O regime liderado por Delcy Rodríguez pretende prolongar o terror para quebrar a moral daqueles que lutam pela democracia e pela liberdade na Venezuela, que agora estão tão perto", escreveu Machado na rede X.
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