Publicado 26/03/2026 09:28
O ministro das Relações Exteriores do Paquistão, Ishaq Dar, afirmou nesta quinta-feira (26) que há negociações indiretas em curso entre Washington e Teerã para tentar acabar com a guerra, e que Islamabad atua como intermediário.
PublicidadeIshaq Dar, que também é vice-primeiro-ministro, escreveu no X: "Na realidade, estão acontecendo conversações indiretas entre Estados Unidos e Irã por meio de mensagens transmitidas pelo Paquistão".
"No atual contexto, os Estados Unidos compartilharam 15 pontos que estão sendo discutidos pelo Irã. Os países irmãos Turquia e Egito, entre outros, também estão apoiando a iniciativa", acrescentou Dar.
As declarações de Dar são a primeira confirmação oficial de Islamabad de que o Paquistão está desempenhando um papel de mediador no conflito, que começou há quase um mês.
Os países do Golfo, atacados regularmente pelo Irã como parte das ações de represália, expressaram o desejo de participar das negociações.
O secretário-geral do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG), Jassem Al Budaiwi, pediu nesta quinta-feira que os Estados-membros sejam incluídos em qualquer acordo, ao destacar que a segurança e estabilidade dos países estão diretamente em jogo.
Embora o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, tenha negado qualquer "negociação" com Washington, ele admitiu que mensagens estão sendo trocadas por meio de "países amigos".
O Irã "não tem a intenção de negociar", e sim de "continuar resistindo", afirmou Araghchi na quarta-feira ao comentar as negociações mencionadas nos últimos dias pelo presidente americano Donald Trump.
A República Islâmica quer "acabar com a guerra com as suas próprias condições, de maneira que nunca mais volte a se repetir", disse o chanceler iraniano.
O projeto de Washington, sobre o qual nenhum detalhe foi vazado por fontes confiáveis, contém as primeiras propostas oficiais dos Estados Unidos desde o início da guerra, desencadeada pelos ataques israelenses e americanos ao Irã em 28 de fevereiro.
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