Publicado 26/03/2026 10:31 | Atualizado 26/03/2026 10:31
A Presidência sul-africana anunciou, nesta quinta-feira (26), que o presidente Cyril Ramaphosa não é mais convidado da França para participar da cúpula do G7, em Evian em junho, devido à pressão dos Estados Unidos.
Publicidade"Ficamos sabendo que, devido a pressões contínuas, a França teve que retirar seu convite à África do Sul para participar do G7", disse Vincent Magwenya, porta-voz da Presidência, com exclusividade à reportagem.
"Fomos informados de que os americanos ameaçaram boicotar a cúpula do G7 caso a África do Sul fosse convidada", acrescentou.
Desde seu retorno à Casa Branca, o presidente americano, Donald Trump, tem acusado a África do Sul de suposta perseguição a fazendeiros brancos, ao mesmo tempo em que repreende o país por ter processado Israel perante a Corte Internacional de Justiça devido a supostos atos de genocídio na guerra em Gaza.
Trump boicotou a cúpula do G20 em Joanesburgo, em novembro, e excluiu a África do Sul dos trabalhos do bloco, cuja presidência rotativa é exercida pelos Estados Unidos este ano.
Foi o presidente francês, Emmanuel Macron, quem — durante a cúpula do G20 na África do Sul — convidou pessoalmente Ramaphosa para participar do G7, observou o governo sul-africano.
O G7 reúne as sete nações mais industrializadas do planeta, e suas reuniões são tipicamente ampliadas para incluir nações convidadas — como o Brasil, a Índia e a Coreia do Sul este ano.
A decisão de excluir o líder sul-africano "não terá impacto na solidez ou na natureza estreita de nosso relacionamento bilateral com a França", afirmou Magwenya.
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