Publicado 28/03/2026 16:05 | Atualizado 28/03/2026 17:59
Renee Stephens, de 32 anos, conhecida como 'Tia dos Doces', foi condenada a 60 anos de prisão por tráfico de fentanil em Tampa, na Flórida, nos Estados Unidos. As autoridades identificaram que ela vendia drogas disfarçadas em guloseimas voltadas ao público infantil, o que agravou a pena.
PublicidadeA polícia prendeu Renee em dezembro de 2023, após iniciar uma operação secreta em agosto do mesmo ano. A investigação começou a partir de uma denúncia sobre a venda de entorpecentes no bairro onde ela vivia. Desde então, agentes infiltrados realizaram diversas compras controladas para reunir provas contra a suspeita.
Durante as diligências, um agente flagrou Stephens manuseando fentanil enquanto segurava o próprio filho pequeno. Além disso, os investigadores constataram que a criança esteve presente em várias negociações de drogas, o que reforçou a gravidade das acusações.
A polícia cumpriu um mandado de busca na residência da mulher. No local, os agentes apreenderam 153 gramas de fentanil, 100 comprimidos da substância, maconha e 63 pacotes de salgadinhos. Entre os itens, havia doces, cereais e batatas fritas com infusão de drogas, preparados para se parecer com produtos populares entre crianças.
Segundo as autoridades, Stephens ganhou notoriedade na comunidade justamente por vender essas guloseimas adulteradas, o que lhe rendeu o apelido de 'Tia dos doces'.
As investigações também apontaram que o esquema contava com a participação do marido dela, Vincent Stephens. Mesmo preso e já cumprindo 20 anos por tráfico de drogas e porte ilegal de armas, ele coordenava as atividades criminosas de dentro da cadeia. Para isso, utilizava telefonemas e redes sociais para intermediar negociações e conectar a esposa a outros envolvidos.
Posteriormente, a Justiça condenou Vincent por conspiração para tráfico de fentanil e acrescentou mais 30 anos à sua pena, a serem cumpridos de forma consecutiva.
De acordo com autoridades da Flórida, a quantidade de fentanil apreendida seria suficiente para matar cerca de 80 mil pessoas. Diante disso, o caso ganhou ainda mais repercussão.
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