Israel justifica ataques ao sul do Líbano com o argumento de insegurança causada pelo HezbollahAFP
Publicado 29/03/2026 16:31
O primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, anunciou neste domingo, 29, uma expansão da ofensiva militar de Israel no sul do Líbano, com o objetivo de ampliar a "faixa de segurança" na fronteira norte israelense.
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Em pronunciamento em vídeo divulgado em suas redes sociais, Netanyahu afirmou que seu governo está determinado a mudar de forma fundamental a situação na fronteira e a devolver a segurança aos moradores do norte.
A decisão ocorre em um momento de aumento das hostilidades entre países da região em meio à guerra no Irã.
"Não aceitaremos uma realidade de ameaça contínua às nossas comunidades e aos nossos cidadãos. Continuaremos a agir com força, determinação e responsabilidade até alcançarmos o objetivo", disse.
No vídeo, o primeiro-ministro israelense diz que, após avaliação da situação feita em conjunto com o ministro da Defesa, o chefe do Estado-Maior e comandantes militares, determinou a ampliação da faixa de segurança já existente.
Netanyahu justificou a decisão dizendo que embora Israel tenha conseguido eliminar combatentes e armamentos do Hezbollah, a organização ainda tem capacidade de atacar Israel.
"Eliminamos (Hassan) Nasrallah (líder do Hezbollah, morto pelas forças israelenses em 2024), eliminamos milhares de terroristas do Hezbollah e, acima de tudo, eliminamos a enorme ameaça de 150 mil mísseis e foguetes que se destinavam a destruir as cidades de Israel. Mas o Hezbollah ainda tem uma capacidade residual de lançar foguetes contra nós. E o que discuti hoje com os comandantes aqui foram maneiras de remover também essa ameaça", destacou ele, no pronunciamento.
O líder israelense destacou que a ampliação da área invadida no Líbano faz parte da estratégia israelense de criar três faixas de segurança "em profundidade dentro do território inimigo: na Síria, em Gaza, e no Líbano".
"Em vez de eles nos surpreenderem, somos nós que os surpreendemos. Nós somos o lado que age, o lado que ataca, o lado que toma a iniciativa. E estamos profundamente dentro do território deles", afirmou Netanyahu.
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