Publicado 03/04/2026 16:43 | Atualizado 03/04/2026 16:50
O presidente da Ucrânia Vladimir Zelensky denunciou, nesta sexta-feira (3), uma "escalada" após a morte de 10 pessoas em um dia marcado por uma onda de ataques russos em todo o país.
PublicidadeSegundo o ministro das Relações Exteriores ucraniano, Andrii Sibiga, cerca de 500 drones e mísseis de cruzeiro atravessarem o território ucraniano durante o dia, enquanto a maioria dos ataques costumam ocorrer à noite.
O ataque contra vários pontos do país começou na manhã desta sexta, enquanto Zelensky falava por telefone com o papa Leão XIV.
"Os russos não fizeram mais que intensificar seus ataques, transformando o que deveria ter sido o silêncio no céu em uma escalada", disse o presidente.
"Esta é a segunda resposta da Rússia à nossa proposta de trégua de Páscoa", completou.
Uma pessoa morreu em Bucha, perto de Kiev, uma em Kherson (sul), três na região de Sumy (norte), uma na região de Jitomir (centro) e duas em Kharkiv, a grande cidade próxima da linha de frente no leste, informaram as autoridades regionais.
Além disso, em Kramatorsk, outra cidade no leste perto do front, "os russos lançaram cinco bombas aéreas", deixando ao menos dois mortos e três feridos, informou o chefe da administração regional militar, Vadim Filashkin.
Cortes de eletricidade
Em Kiev, habituada aos ataques aéreos em quatro anos de guerra, muitos moradores não se alteraram, embora canais do Telegram próximos do exército tenham informado sobre dezenas de drones voando para a capital.
Segundo a primeira-ministra, Yulia Sviridenko, houve cortes de eletricidade nas cidades de Kiev, Cherkasy (centro) e Jitomir (centro-oeste).
Moscou, capital da Rússia, iniciou a invasão em larga escala da Ucrânia em fevereiro de 2022, o conflito armado mais sangrento da Europa desde a Segunda Guerra Mundial, que deixou centenas de milhares de mortos dos dois lados.
O presidente ucraniano convidou a Kiev, capital da Ucrânia, os emissários americanos para reativar as conversações, sugerindo que atuem como mediadores entre os dois envolvidos.
Mas agora, as atenções de Washington estão concentradas na guerra no Oriente Médio, desencadeada pelos ataques israelenses-americanos contra o Irã, em 28 de fevereiro.
"A delegação fará tudo o possível, nas condições atuais, durante a guerra com o Irã, para vir a Kiev", disse Zelensky a um grupo de jornalistas, inclusive da Agence France-Presse (AFP).
"É uma opção alternativa para uma reunião trilateral ao nível dos grupos técnicos. O grupo americano pode vir para nossa casa e, depois, após estar conosco, se dirigir a Moscou", acrescentou.
Os diálogos dos últimos meses entre Estados Unidos, Ucrânia e Rússia não tiveram nenhum resultado direto para pôr fim à guerra.
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