Segundo Trump, negociadores norte-americanos conversam com intermediários do Paquistão sobre possível cessar-fogoAFP
Publicado 06/04/2026 14:37
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (6) que não estenderá o prazo de dez dias concedido ao Irã para o avanço das negociações de paz. A data final será nesta terça-feira (7) e, caso um acordo de cessar-fogo não seja feito, o líder prometeu uma escalada militar severa.

"Eles me pediram algum tempo e eu concedi dez dias. Não vamos mudar o prazo final novamente", declarou Trump a repórteres durante um evento de Páscoa na Casa Branca. "Todo o inferno será liberado contra o Irã sem um acordo de cessar-fogo até esta data."
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Crimes de guerra 
Questionado sobre a possibilidade de cometer crimes de guerra ao atacar instalações energéticas iranianas, Trump disse não estar preocupado com as implicações legais. "O que é crime de guerra é permitir que um país doente, com líderes dementes, possua uma arma nuclear", rebateu o presidente.

Apesar do tom de ameaça, Trump revelou que o governo analisou uma proposta de cessar-fogo de 45 dias, classificando-a como um "passo muito significativo", embora insuficiente. Segundo o presidente, mediadores norte-americanos seguem negociando o cessar-fogo.
No entanto, o Irã já manifestou resistência.A Agência de Notícias da República Islâmica (Irna) informou que o país rejeitou a trégua, insistindo na necessidade de um fim definitivo para o conflito com os EUA e Israel.

Até o momento, nenhuma proposta foi formalmente assinada pelos Estados Unidos. O governo americano mantém diálogos com intermediários do Paquistão para tentar destravar o impasse.

Paralelo com a Venezuela
Trump também traçou um paralelo com a recente operação na Venezuela, sugerindo que o sucesso no país sul-americano serve de mensagem global. Ele destacou a parceria com o novo governo venezuelano, que garantiu acesso a "milhões de barris de petróleo", e admitiu ter interesses semelhantes em relação a Teerã.

"Podemos fazer o mesmo no Irã. Gostaria de pegar o petróleo. Por mim, faríamos isso, mas a situação é complicada", ponderou o líder norte-americano.
*Com informações da AFP e Estadão Conteúdo
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