Publicado 17/04/2026 10:05 | Atualizado 17/04/2026 10:07
A professora brasileira Célia Maria Cassiano, de Campinas, São Paulo, passou por um procedimento de morte assistida, nesta quarta-feira (15), na Suíça. Diagnosticada com atrofia muscular progressiva (AMP), a docente compartilhava sua rotina e dificuldades diárias nas redes sociais. Em uma última postagem, afirmou ter vivido "uma vida deliciosa".
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Célia recebeu o diagnóstico em outubro de 2024, quando começou a usar as redes sociais para falar sobre a doença. Em seu Instagram, a professora compartilhava as dificuldades do dia a dia. Com o avanço dos sintomas, ela passou a depender constantemente de cuidadores, inclusive para tarefas básicas, como se alimentar e tomar banho.
No dia 11 de abril, Célia começou a compartilhar fotos de uma viagem a Zurique, na Suíça. Ela contou aos amigos que participaria de um tratamento experimental para a doença, mas, na quarta-feira, revelou que havia viajado ao país para realizar o suicídio assistido, organizado por uma ONG.
"Vou ter duas enfermeiras do meu lado e não vou sentir dor nenhuma. Estou no limite da minha dignidade. Vivi uma vida deliciosa e os últimos dias aqui foram os melhores da minha vida. Daqui a pouco vou descansar para sempre, como todos nós vamos", disse.
No final do vídeo, Célia pediu que os brasileiros lutem por esse direito no país: "Lutem por esse direito no Brasil, uma lei que permita uma escolha para quem assim desejar."
Célia estudou Ciências Sociais e fez mestrado em Multimeios na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Atuava como educadora na área de artes no Sesc e na Escola Superior de Administração, Marketing e Comunicação (Esamc), em Campinas.
A atrofia muscular progressiva é uma doença neurológica em que os neurônios motores se degeneram, causando fraqueza e perda gradual de massa muscular, geralmente começando nos membros e evoluindo lentamente ao longo do tempo.
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