Publicado 20/04/2026 15:59 | Atualizado 20/04/2026 16:24
Cuba confirmou nesta segunda-feira (20) que "recentemente" manteve conversas em Havana com autoridades dos Estados Unidos, segundo declarou um alto diplomata do Ministério das Relações Exteriores cubano a um veículo oficial da ilha.
"Posso confirmar que recentemente foi realizado aqui em Cuba um encontro entre delegações de Cuba e Estados Unidos", afirmou Alejandro García, diretor de assuntos bilaterais Cuba-Estados Unidos da chancelaria, ao jornal comunista Granma.
Publicidade"Posso confirmar que recentemente foi realizado aqui em Cuba um encontro entre delegações de Cuba e Estados Unidos", afirmou Alejandro García, diretor de assuntos bilaterais Cuba-Estados Unidos da chancelaria, ao jornal comunista Granma.
O diplomata declarou que "pela parte americana participaram secretários adjuntos do Departamento de Estado e, pela parte cubana, em nível de vice-ministro das Relações Exteriores".
Na sexta-feira, o veículo americano Axios publicou um artigo no qual afirmava que autoridades dos EUA haviam realizado, no dia 10 de abril, múltiplas reuniões em Havana com representantes da ilha, incluindo Raúl Guillermo Rodríguez Castro, neto do ex-líder Raúl Castro.
Segundo o Axios, que cita um funcionário do Departamento de Estado dos Estados Unidos, os representantes de Washington fizeram várias exigências ao governo cubano para dar continuidade ao processo de negociações, entre elas a libertação de presos políticos.
No entanto, a chancelaria da ilha negou nesta segunda-feira essas afirmações.
"No âmbito da reunião, nenhuma das partes estabeleceu prazos nem fez exigências de caráter coercitivo, como foi mencionado por meios de comunicação americanos. Todo o intercâmbio ocorreu de forma respeitosa e profissional", afirmou García.
O diplomata cubano mencionou que "a eliminação do cerco energético contra o país foi um tema de máxima prioridade" para a delegação da ilha e classificou o atual processo de conversas com os Estados Unidos como "um tema sensível", tratado com "discrição".
Havana e Washington mantêm conversas em um momento de fortes tensões entre ambos os governos, desde que, em janeiro, a administração do presidente Donald Trump começou a aplicar uma política de máxima pressão contra a ilha comunista, exigindo mudanças e o corte das importações de petróleo no país.
Na sexta-feira, o veículo americano Axios publicou um artigo no qual afirmava que autoridades dos EUA haviam realizado, no dia 10 de abril, múltiplas reuniões em Havana com representantes da ilha, incluindo Raúl Guillermo Rodríguez Castro, neto do ex-líder Raúl Castro.
Segundo o Axios, que cita um funcionário do Departamento de Estado dos Estados Unidos, os representantes de Washington fizeram várias exigências ao governo cubano para dar continuidade ao processo de negociações, entre elas a libertação de presos políticos.
No entanto, a chancelaria da ilha negou nesta segunda-feira essas afirmações.
"No âmbito da reunião, nenhuma das partes estabeleceu prazos nem fez exigências de caráter coercitivo, como foi mencionado por meios de comunicação americanos. Todo o intercâmbio ocorreu de forma respeitosa e profissional", afirmou García.
O diplomata cubano mencionou que "a eliminação do cerco energético contra o país foi um tema de máxima prioridade" para a delegação da ilha e classificou o atual processo de conversas com os Estados Unidos como "um tema sensível", tratado com "discrição".
Havana e Washington mantêm conversas em um momento de fortes tensões entre ambos os governos, desde que, em janeiro, a administração do presidente Donald Trump começou a aplicar uma política de máxima pressão contra a ilha comunista, exigindo mudanças e o corte das importações de petróleo no país.
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