Viagem ocorre depois das duras críticas de Trump ao papa Leão XIVAFP
Publicado 03/05/2026 14:32
O secretário do Estado americano, Marco Rubio, visitará Roma e o Vaticano esta semana, afirmou uma fonte do governo italiano neste domingo (3), semanas depois de um confronto verbal entre o presidente americano, Donald Trump, e o papa Leão XIV.
Publicidade
O chefe da diplomacia americana, que é católico, se reunirá com seus homólogos do Vaticano, o cardeal Pietro Parolin, e da Itália, Antonio Tajani, explicou a fonte à AFP.
A imprensa italiana também noticiou uma reunião com o ministro da Defesa, Guido Crosetto, durante sua visita, na quinta e na sexta-feira.
A viagem ocorre depois das duras críticas de Trump ao papa Leão XIV, o primeiro pontífice americano, e também contra a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, uma de suas aliadas mais próximas na Europa.
No mês passado, o presidente americano respondeu às críticas do papa contra a guerra no Oriente Médio, chamando-o de “fraco” e “terrível para a política externa”.
A mídia italiana apresenta a visita de Rubio como uma tentativa de "descongelar" as relações.
Desde que assumiu a liderança da Igreja Católica, o pontífice americano naturalizado peruano criticou a campanha anti-imigração do governo Trump.
Mas foi sua retórica antibélica, especialmente após o ataque dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, que desencadeou uma guerra no Oriente Médio, que fez o presidente americano morrer.
No começo de abril, Leão garantiu que a ameaça de Trump de destruir o Irã era “inaceitável” e instou os americanos a pressionarem seus políticos a “trabalharem pela paz”.
Além de tachá-lo de “fraco” e “terrível”, o magnata garantiu que não era “um grande admirador do papa” e o acusou de “brincar com um país [o Irã] que quer uma arma nuclear”.
A primeira-ministra italiana considera "inaceitáveis" os ataques de Trump ao papa, o que levou o presidente a investir contra ela.
"Fiquei surpreso. Pensava que tinha coragem, mas me enganei", disse em meados de abril ao jornal italiano Corriere della Sera.
Ele também acusou Meloni, líder da extrema direita que tentou atuar como ponte entre a Europa e os Estados Unidos, de não ajudar Washington o suficiente em Otan e ameaçou retirar tropas americanas posicionadas na Itália.
Leia mais