Governo brasileiro exige soltura imediata do ativista Thiago ÁvilaDivulgação / Estado de Israel
Publicado 06/05/2026 08:12 | Atualizado 06/05/2026 11:54
A ONU pediu nesta quarta-feira (6) a Israel que liberte imediatamente o brasileiro Thiago Ávila e o espanhol-palestino Saif Abu Keshek, os dois ativistas detidos em uma flotilha que seguia para Gaza, e exigiu uma investigação sobre as acusações de maus-tratos.

Os dois estão em uma prisão de Ashkelon (Israel) desde que foram capturados na semana passada, quando a flotilha foi interceptada pelas forças israelenses na costa da ilha grega de Creta.

"Israel deve libertar imediata e incondicionalmente os membros da Flotilha Global Sumud Saif Abu Keshek e Thiago Ávila, que foram detidos em águas internacionais e levados para Israel, onde continuam retidos sem acusações", afirmou o porta-voz do Escritório de Direitos Humanos da ONU, Thameen Al-Kheetan, em comunicado.

"Não é crime demonstrar solidariedade e tentar levar ajuda humanitária à população palestina de Gaza, que precisa urgentemente", acrescentou.

Os barcos da flotilha zarparam da França, Espanha e Itália com o objetivo de romper o bloqueio e entregar ajuda humanitária ao território palestino, devastado por dois anos de guerra entre Israel e o movimento islamista palestino Hamas.

Os advogados dos ativistas acusam as autoridades israelenses de maus-tratos e, na terça-feira, afirmaram que os dois entraram em greve de fome desde sua captura na quinta-feira.

Kheetan denunciou os "relatos perturbadores de graves maus-tratos" e pediu uma investigação, insistindo que "os responsáveis devem ser levados à justiça".

"Fazemos um apelo para que Israel acabe com o uso da detenção arbitrária e de uma legislação antiterrorista ampla e vagamente definida, incompatível com o direito internacional dos direitos humanos", declarou.

Israel acusa os dois ativistas de vínculos com o movimento islamista palestino Hamas, o que ambos negam. A Justiça israelense já havia validado no domingo uma primeira prorrogação de dois dias da detenção.
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Morre mãe do ativista brasileiro Thiago Ávila
Teresa Regina de Ávila e Silva, mãe do ativista brasileiro Thiago Ávila, integrante da flotilha Global Sumud, morreu em Brasília nesta terça-feira (5). A notícia foi divulgada nas redes sociais do grupo.

Ela tinha 63 anos, enfrentava um quadro grave de saúde e também era mãe de Luana de Ávila, vice-presidente do Sindicato dos Policiais Civis do Distrito Federal (Sinpol-DF).

Na publicação, a flotilha descreveu Teresa como uma mulher "de notável alegria e grande força", que enfrentou anos de doença com "coragem, serenidade e dignidade", sempre cercada pelo apoio da família. O grupo também lamentou a morte e manifestou solidariedade aos familiares.

Em outra mensagem, a equipe do ativista afirmou que ainda não é possível saber como ele reagirá à notícia, já que está detido. "Não podemos imaginar o quanto essa notícia vai doer no coração do Thiago", diz o texto.
 
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