Publicado 14/05/2026 16:43
O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, afirmou nesta quinta-feira (14) que o levantamento do "bloqueio" imposto pelos Estados Unidos seria "uma forma mais fácil" de ajudar a ilha, após a oferta de auxílio humanitário de 100 milhões de dólares (R$ 498 milhões) feita por Washington.
Cuba está submetida desde o fim de janeiro a um bloqueio energético dos Estados Unidos e enfrenta há vários dias uma crise energética muito grave, que provoca cortes de eletricidade e uma crescente exasperação da população.
"Os danos poderiam ser aliviados de uma maneira mais fácil e rápida com o levantamento ou o afrouxamento do bloqueio, pois se sabe que a situação humanitária é friamente calculada e induzida" por Washington, escreveu Díaz-Canel no X.
PublicidadeCuba está submetida desde o fim de janeiro a um bloqueio energético dos Estados Unidos e enfrenta há vários dias uma crise energética muito grave, que provoca cortes de eletricidade e uma crescente exasperação da população.
"Os danos poderiam ser aliviados de uma maneira mais fácil e rápida com o levantamento ou o afrouxamento do bloqueio, pois se sabe que a situação humanitária é friamente calculada e induzida" por Washington, escreveu Díaz-Canel no X.
Situação segue crítica após apagão
Cuba começa a restabelecer o abastecimento elétrico no leste do país após um novo apagão maciço nesta quinta-feira (14), mas a situação segue crítica, pois a ilha não dispõe de reservas de diesel ou óleo combustível.
Nos últimos dias, a situação do sistema elétrico votou a se agravar na ilha de 9,6 milhões de habitantes, com apagões prolongados e uma geração de eletricidade em níveis mínimos.
Diante da asfixia do bloqueio energético imposto pelos Estados Unidos, as reservas do combustível doado pela Rússia em março - única carga que Washington permitiu chegar a Cuba desde janeiro - já "se esgotaram", informou o ministro de Energia e Minas, Vicente de la O Levy, em declarações à TV estatal na quarta-feira.
O ministro informou que a ilha não conta com "absolutamente nada de óleo combustivel", nem "absolutamente nada de diesel" em suas reservas.
A situação piorou na manhã desta quinta-feira, com o desligamento da rede elétrica em sete das 15 províncias cubanas. Ao meio-dia, três províncias no extremo leste da ilha permaneciam desconectadas da rede elétrica, segundo as autoridades.
Em paralelo, a usina termelétrica Antonio Guiteras, a maior do país, saiu de serviço nesta quinta-feira devido a avarias, informou a companhia elétrica estatal UNE.
A situação em Havana se agravou nos últimos dias, com apagões que passam de 20 horas por dia, enquanto em várias províncias se estendem por dia inteiros.
Na tarde de quarta-feira, moradores de vários bairros da capital fizeram panelaços em protesto contra os longos cortes de eletricidade, segundo testemunhos compilados pela AFP.
"Liguem as luzes!", gritavam moradores de Playa, bairro a oeste da capital.
Desde a queda do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, aliado de Havana e capturado por forças americanas em janeiro, Washington aplica uma política de pressão máxima sobre a ilha, já alvo de duras sanções desde 1962.
Cuba responsabilizou os Estados Unidos pela situação "particularmente tensa" de sua rede elétrica, afetada por longos apagões devido à escassez de combustível.
Desde o fim de janeiro, apenas um navio russo com 100.000 toneladas de petróleo foi autorizado a atracar em Cuba, o que atenuou a crise de eletricidade somente durante o mês de abril.
Nos últimos dias, a situação do sistema elétrico votou a se agravar na ilha de 9,6 milhões de habitantes, com apagões prolongados e uma geração de eletricidade em níveis mínimos.
Diante da asfixia do bloqueio energético imposto pelos Estados Unidos, as reservas do combustível doado pela Rússia em março - única carga que Washington permitiu chegar a Cuba desde janeiro - já "se esgotaram", informou o ministro de Energia e Minas, Vicente de la O Levy, em declarações à TV estatal na quarta-feira.
O ministro informou que a ilha não conta com "absolutamente nada de óleo combustivel", nem "absolutamente nada de diesel" em suas reservas.
A situação piorou na manhã desta quinta-feira, com o desligamento da rede elétrica em sete das 15 províncias cubanas. Ao meio-dia, três províncias no extremo leste da ilha permaneciam desconectadas da rede elétrica, segundo as autoridades.
Em paralelo, a usina termelétrica Antonio Guiteras, a maior do país, saiu de serviço nesta quinta-feira devido a avarias, informou a companhia elétrica estatal UNE.
A situação em Havana se agravou nos últimos dias, com apagões que passam de 20 horas por dia, enquanto em várias províncias se estendem por dia inteiros.
Na tarde de quarta-feira, moradores de vários bairros da capital fizeram panelaços em protesto contra os longos cortes de eletricidade, segundo testemunhos compilados pela AFP.
"Liguem as luzes!", gritavam moradores de Playa, bairro a oeste da capital.
Desde a queda do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, aliado de Havana e capturado por forças americanas em janeiro, Washington aplica uma política de pressão máxima sobre a ilha, já alvo de duras sanções desde 1962.
Cuba responsabilizou os Estados Unidos pela situação "particularmente tensa" de sua rede elétrica, afetada por longos apagões devido à escassez de combustível.
Desde o fim de janeiro, apenas um navio russo com 100.000 toneladas de petróleo foi autorizado a atracar em Cuba, o que atenuou a crise de eletricidade somente durante o mês de abril.
'Dispostos'
Cuba anunciou, nesta quinta-feira, que considera aceitar a ajuda de 100 milhões de dólares (R$ 491 milhões, na cotação atual), oferecida pelos Estados Unidos sob a condição de que seja distribuída através da Igreja católica.
"Estamos dispostos a escutar as características da oferta e a forma como se materializaria", respondeu, nesta quinta, o ministro das Relações Exteriores cubano, Bruno Rodríguez, no X.
NO entanto, o chanceler chamou atenção para a "incongruência" da "aparente generosidade" do governo dos Estados Unidos, que "submete o povo cubano a um castigo coletivo por meio da guerra econômica".
Washington, por sua vez, afirma que a situação em Cuba se deve à má gestão econômica interna.
"É uma economia quebrada e disfuncional, e é impossível mudá-la. Gostaria que fosse diferente", disse o chefe da diplomacia americana, Marco Rubio, em declarações à Fox News a bordo do Air Force One, enquanto viajava com o presidente Trump para a China.
Em janeiro, Trump assinou um decreto que estabelece que a ilha, situada a 150 km da costa da Flórida, representa uma "ameaça excepcional" para os Estados Unidos, e ameaçou com represálias qualquer país que queira fornecer ou vender petróleo a Havana.
Os atritos entre Washington e Havana se intensificaram nas últimas semanas, embora os dois países mantenham conversações. Em 10 de abril, foi realizada uma reunião de alto nível diplomático na capital cubana.
"Estamos dispostos a escutar as características da oferta e a forma como se materializaria", respondeu, nesta quinta, o ministro das Relações Exteriores cubano, Bruno Rodríguez, no X.
NO entanto, o chanceler chamou atenção para a "incongruência" da "aparente generosidade" do governo dos Estados Unidos, que "submete o povo cubano a um castigo coletivo por meio da guerra econômica".
Washington, por sua vez, afirma que a situação em Cuba se deve à má gestão econômica interna.
"É uma economia quebrada e disfuncional, e é impossível mudá-la. Gostaria que fosse diferente", disse o chefe da diplomacia americana, Marco Rubio, em declarações à Fox News a bordo do Air Force One, enquanto viajava com o presidente Trump para a China.
Em janeiro, Trump assinou um decreto que estabelece que a ilha, situada a 150 km da costa da Flórida, representa uma "ameaça excepcional" para os Estados Unidos, e ameaçou com represálias qualquer país que queira fornecer ou vender petróleo a Havana.
Os atritos entre Washington e Havana se intensificaram nas últimas semanas, embora os dois países mantenham conversações. Em 10 de abril, foi realizada uma reunião de alto nível diplomático na capital cubana.
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