Publicado 15/05/2026 17:54
A sonda Psiquê, da Nasa, passa nesta sexta-feira, 15, a 4,5 mil quilômetros de Marte, onde toma um impulso gravitacional para se colocar na rota final de sua viagem ao maior asteroide rico em metais do Sistema Solar -- considerado o núcleo remanescente de um antigo protoplaneta.
PublicidadeA sonda foi lançada em outubro de 2023 em uma missão de exploração ao asteroide de mesmo nome da missão, Psiquê. São 3,5 bilhões de quilômetros até o asteroide, onde a sonda deve chegar dentro de três anos. O destino da missão fica na borda externa de um cinturão de asteroides localizado entre Marte e Júpiter.
O sobrevoo a Marte e o impulso gravitacional foram programados para que a sonda economize combustível (no caso, gás xenônio propelente). Mas a equipe de operações da Psiquê também vai usar o encontro com Marte para calibrar instrumentos científicos da sonda, entre eles, câmeras especiais.
"Estamos na trajetória certa para o sobrevoo", contou Sarah Bairstow, chefe da missão Psiquê no Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa, em Los Angeles, em um comunicado à imprensa.
Do tamanho de uma van pequena, a sonda deve chegar a Psiquê em agosto de 2029 e orbitá-lo por 26 meses, tempo durante o qual escaneará o asteroide para medir sua gravidade, propriedades magnéticas e composição
Primeiro asteroide desse tipo a ser estudado de perto por uma sonda, Psiquê é composto em grande parte por ferro, níquel, ouro e outros metais -- em volume suficiente para um valor monetário hipotético na casa dos US$ 10 quatrilhões.
Segundo os cientistas, no entanto, a missão não tem por objetivo a mineração espacial dos metais. A meta é aprofundar o conhecimento sobre a formação da Terra e de outros planetas rochosos com núcleos formados por metais fundidos. O núcleo da Terra é considerado quente demais para ser estudado diretamente
O asteroide foi descoberto em 1852 e batizado em homenagem à deusa que personifica a alma humana na mitologia grega. Psiquê é o maior dos asteroides conhecidos cujos núcleos são formados por metais fundidos e rochas. A principal hipótese é que Psiquê tenha sido o núcleo interno de um planeta recém-formado e rapidamente destruído por colisões com outros corpos celestes ainda no início da formação do Sistema Solar.
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