Publicado 19/05/2026 18:49
Pelo menos 16 presos políticos acusados de crimes vinculados à indústria petrolífera na Venezuela receberam liberdade condicional nesta terça-feira (19), informaram à AFP fontes próximas ao caso.
PublicidadeO grupo faz parte de um caso denominado "Pdvsa Obrero", que envolve mais de 170 detidos entre trabalhadores da Petróleos de Venezuela, agentes policiais e pessoas sem relação com a estatal.
As acusações incluem delitos como contrabando, sabotagem e corrupção. Muitos foram detidos em instalações petrolíferas e em suas proximidades.
Cerca de 50 detidos por essa causa foram libertados em abril.
Todos estavam presos em Yare, uma penitenciária localizada a cerca de 75 km de Caracas.
A advogada Zimaru Fuentes, familiar de um dos detidos, detalhou que a leva de libertações incluiu trabalhadores da refinaria de Amuay.
Eles ficaram em liberdade condicional sob um regime de comparecimento a cada 30 dias e terão que responder a julgamento.
A presidente interina Delcy Rodríguez impulsionou, pressionada por Washington, uma lei de anistia que beneficiou mais de 8 mil presos políticos. Cerca de 314 pessoas foram libertadas das prisões e o restante, que já se encontrava em liberdade condicional, recebeu liberdade plena.
Ainda restam cerca de 450 presos políticos na Venezuela, segundo a ONG Foro Penal. Além disso, o paradeiro de outras 11 pessoas presas por motivos políticos é desconhecido.
O caso "Pdvsa Obrero" não recebeu o benefício da anistia. As libertações foram conduzidas por meio de pedidos enviados a uma comissão parlamentar criada para revisar casos não contemplados pela lei e à Defensoria do Povo.
"Essas libertações ocorreram por gestões realizadas diretamente com o próprio Executivo e por meio da Defensoria do Povo", acrescentou Fuentes.
O Parlamento, de ampla maioria chavista, escolheu uma nova defensora do Povo em abril, após anos de denúncias da oposição sobre o silêncio dessa instituição diante de constantes violações de direitos humanos.
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