Publicado 24/05/2026 08:27 | Atualizado 24/05/2026 10:17
A Rússia bombardeou intensamente Kiev neste domingo (24), deixando pelo menos quatro mortos na capital e arredores, dias após um ataque ucraniano a uma escola em uma região ocupada por Moscou, ataque que o presidente russo, Vladimir Putin, prometeu vingar.
Jornalistas da Agence France-Presse (AFP) em Kiev ouviram várias explosões que sacudiram prédios na madrugada deste domingo, em um ataque que utilizou 600 drones e 90 mísseis, segundo a Força Aérea ucraniana.
PublicidadeJornalistas da Agence France-Presse (AFP) em Kiev ouviram várias explosões que sacudiram prédios na madrugada deste domingo, em um ataque que utilizou 600 drones e 90 mísseis, segundo a Força Aérea ucraniana.
"A capital é alvo de um ataque maciço de mísseis balísticos. É possível que novos disparos aconteçam. Permaneçam nos abrigos!", publicou no aplicativo de mensagem Telegram o chefe da administração militar de Kiev, Tymour Tkatchenko.
Quatro pontos da cidade foram atingidos, entre eles prédios residenciais. Segundo o prefeito de Kiev, Vitali Klitschko, duas pessoas morreram na capital e 56 ficaram feridas. O chefe da região de Kiev afirmou que duas pessoas morreram na região, onde outras nove também ficaram feridas.
Quatro pontos da cidade foram atingidos, entre eles prédios residenciais. Segundo o prefeito de Kiev, Vitali Klitschko, duas pessoas morreram na capital e 56 ficaram feridas. O chefe da região de Kiev afirmou que duas pessoas morreram na região, onde outras nove também ficaram feridas.
Sistemas de defesa aérea interceptaram 549 dos drones e 55 dos mísseis lançados, segundo a Força Aérea. O presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, indicou que a Rússia lançou um míssil hipersônico Oreshnik, com capacidade nuclear.
Os moradores foram orientados a permanecer em abrigos, enquanto as autoridades municipais alertavam para incêndios. Algumas horas antes, Zelensky e a embaixada dos EUA em Kiev haviam expressado preocupação com a possibilidade de um ataque russo iminente.
"Três mísseis russos contra uma instalação de abastecimento de água, um mercado incendiado, dezenas de prédios residenciais danificados, várias escolas normais, e ele [Putin] lançou seu 'Oreshnik' contra Bila Tserkva", no centro da Ucrânia, denunciou Zelensky no Telegram. "Eles são completamente loucos", acrescentou.
Míssil hipersônico
O Exército russo confirmou que lançou um míssil Oreshnik e disse que o fez "em resposta a ataques terroristas da Ucrânia contra infraestruturas civis em território russo".
As explosões sacudiram um prédio residencial próximo ao distrito governamental, enquanto dezenas de pessoas se refugiaram em uma estação de metrô no centro da cidade, relataram jornalistas da AFP.
Os moradores foram orientados a permanecer em abrigos, enquanto as autoridades municipais alertavam para incêndios.
"A Rússia está em um beco sem saída no campo de batalha, por isso aterroriza a Ucrânia com ataques deliberados a centros urbanos", escreveu a chefe da diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas, na rede X, acrescentando que o uso de mísseis Orshenik "constitui uma tática política de intimidação".
Os ataques também foram condenados pela primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, e pelo presidente francês, Emmanuel Macron, que os consideraram um sinal do "avanço" de Moscou.
Segundo o prefeito de Kiev, foram relatados danos em todos os distritos da cidade e um incêndio em uma escola. Ele também disse que um ataque a um centro comercial deixou pessoas presas em um abrigo.
O prédio que abriga os estúdios da emissora alemã ARD também foi danificado, informou o canal em um comunicado.
Segundo as autoridades ucranianas, os bombardeios russos também deixaram 12 pessoas feridas na região de Kharkiv, no nordeste do país; 11 na região de Cheraksky (centro); e sete na região de Dnipropetrovsk (leste).
As explosões sacudiram um prédio residencial próximo ao distrito governamental, enquanto dezenas de pessoas se refugiaram em uma estação de metrô no centro da cidade, relataram jornalistas da AFP.
Os moradores foram orientados a permanecer em abrigos, enquanto as autoridades municipais alertavam para incêndios.
"A Rússia está em um beco sem saída no campo de batalha, por isso aterroriza a Ucrânia com ataques deliberados a centros urbanos", escreveu a chefe da diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas, na rede X, acrescentando que o uso de mísseis Orshenik "constitui uma tática política de intimidação".
Os ataques também foram condenados pela primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, e pelo presidente francês, Emmanuel Macron, que os consideraram um sinal do "avanço" de Moscou.
Segundo o prefeito de Kiev, foram relatados danos em todos os distritos da cidade e um incêndio em uma escola. Ele também disse que um ataque a um centro comercial deixou pessoas presas em um abrigo.
O prédio que abriga os estúdios da emissora alemã ARD também foi danificado, informou o canal em um comunicado.
Segundo as autoridades ucranianas, os bombardeios russos também deixaram 12 pessoas feridas na região de Kharkiv, no nordeste do país; 11 na região de Cheraksky (centro); e sete na região de Dnipropetrovsk (leste).
Advertência
Horas antes, no último sábado (24), tanto o presidente Zelensky quanto a embaixada dos EUA em Kiev haviam alertado para um ataque russo iminente e de grande escala contra o país.
Moscou já havia utilizado o míssil Oreshnik duas vezes desde o início da invasão da Ucrânia, em fevereiro de 2022: em novembro de 2024 contra uma fábrica militar e em janeiro de 2026 contra uma fábrica aeronáutica no oeste da Ucrânia, perto das fronteiras da Otan.
Em ambos os casos, os mísseis não carregavam ogivas nucleares.
Vladimir Putin prometeu uma resposta militar após o ataque de drones ucranianos contra prédios educacionais em Starobilsk, no território ucraniano ocupado por Moscou, na noite de quinta-feira, que deixou pelo menos 18 mortos e mais de 40 feridos.
Kiev negou ter atacado civis e alegou que o ataque foi contra uma unidade de drones russa estacionada na região.
As negociações para pôr fim ao conflito, mediadas pelos Estados Unidos, estão suspensas desde o início da guerra no Oriente Médio, desencadeada no final de fevereiro por ataques aéreos israelenses e americanos contra o Irã.
Moscou já havia utilizado o míssil Oreshnik duas vezes desde o início da invasão da Ucrânia, em fevereiro de 2022: em novembro de 2024 contra uma fábrica militar e em janeiro de 2026 contra uma fábrica aeronáutica no oeste da Ucrânia, perto das fronteiras da Otan.
Em ambos os casos, os mísseis não carregavam ogivas nucleares.
Vladimir Putin prometeu uma resposta militar após o ataque de drones ucranianos contra prédios educacionais em Starobilsk, no território ucraniano ocupado por Moscou, na noite de quinta-feira, que deixou pelo menos 18 mortos e mais de 40 feridos.
Kiev negou ter atacado civis e alegou que o ataque foi contra uma unidade de drones russa estacionada na região.
As negociações para pôr fim ao conflito, mediadas pelos Estados Unidos, estão suspensas desde o início da guerra no Oriente Médio, desencadeada no final de fevereiro por ataques aéreos israelenses e americanos contra o Irã.
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