Publicado 27/05/2026 12:18 | Atualizado 27/05/2026 12:19
O "Conselho da Paz" criado por Donald Trump para reconstruir Gaza está imerso em uma série de problemas legais e sua conta bancária tem saldo zero, apesar das promessas bilionárias de financiamento, segundo o jornal Financial Times.
PublicidadeCriado do zero em janeiro por Trump, que supostamente deverá dirigi-lo pessoalmente mesmo após deixar a Casa Branca, o Conselho não recebeu um único dólar, disse uma fonte próxima ao caso. O fundo, administrado pelo Banco Mundial e aprovado pela ONU, foi concebido para a fase de reconstrução e desenvolvimento, que ainda não começou, apontou esta fonte para explicar a falta de financiamento.
Em vez de utilizar um fundo, o Conselho recebeu doações diretamente em uma conta do banco JPMorgan, declarou um porta-voz da iniciativa ao jornal Financial Times.
Os países da UE se distanciaram do fórum, que concede amplo espaço a parceiros históricos dos Estados Unidos no Oriente Médio, a aliados ideológicos de Donald Trump e a pequenos países interessados em atrair sua atenção.
Dois presidentes sul-americanos, o argentino Javier Milei e o paraguaio Santiago Peña, apoiaram com entusiasmo a iniciativa de Trump. No entanto, o entusiasmo diminuiu quando veio à tona que um assento permanente no Conselho custava 1 bilhão de dólares (R$ 5,63 bilhões), a serem administrados exclusivamente por Trump. O presidente da Indonésia, Prabowo Subianto, descartou que seu país pagará o valor exigido.
O Financial Times informou que pequenos desembolsos na conta do JPMorgan permitiram pagar o escritório do "Alto Representante" do Conselho, Nikolai Mladenov.
O Conselho da Paz "prestará contas sobre suas finanças" ao próprio conselho diretor, integrado por integrantes do governo Trump e outros assessores, "quando for considerado oportuno", acrescentou a fonte da iniciativa.
Os Emirados Árabes Unidos destinaram 100 milhões de dólares (R$ 563 milhões) para formar uma nova força policial em Gaza, mas os recursos permanecem congelados.
Em abril, as Nações Unidas e a União Europeia estimaram em 71,4 bilhões de dólares (R$ 402 bilhões) as necessidades de reconstrução para os próximos dez anos em Gaza, segundo um estudo realizado em conjunto com o Banco Mundial.
Em vez de utilizar um fundo, o Conselho recebeu doações diretamente em uma conta do banco JPMorgan, declarou um porta-voz da iniciativa ao jornal Financial Times.
Os países da UE se distanciaram do fórum, que concede amplo espaço a parceiros históricos dos Estados Unidos no Oriente Médio, a aliados ideológicos de Donald Trump e a pequenos países interessados em atrair sua atenção.
Dois presidentes sul-americanos, o argentino Javier Milei e o paraguaio Santiago Peña, apoiaram com entusiasmo a iniciativa de Trump. No entanto, o entusiasmo diminuiu quando veio à tona que um assento permanente no Conselho custava 1 bilhão de dólares (R$ 5,63 bilhões), a serem administrados exclusivamente por Trump. O presidente da Indonésia, Prabowo Subianto, descartou que seu país pagará o valor exigido.
O Financial Times informou que pequenos desembolsos na conta do JPMorgan permitiram pagar o escritório do "Alto Representante" do Conselho, Nikolai Mladenov.
O Conselho da Paz "prestará contas sobre suas finanças" ao próprio conselho diretor, integrado por integrantes do governo Trump e outros assessores, "quando for considerado oportuno", acrescentou a fonte da iniciativa.
Os Emirados Árabes Unidos destinaram 100 milhões de dólares (R$ 563 milhões) para formar uma nova força policial em Gaza, mas os recursos permanecem congelados.
Em abril, as Nações Unidas e a União Europeia estimaram em 71,4 bilhões de dólares (R$ 402 bilhões) as necessidades de reconstrução para os próximos dez anos em Gaza, segundo um estudo realizado em conjunto com o Banco Mundial.
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